Não é fácil resistir às dificuldades que a vida de impõe, ou que você mesmo se obriga a enfrentar. Dentro de um contexto atual ao qual me encontro - e obviamente ao qual me refiro - não dá pra definir melhor do que a frase-título do post.
Foram acontecendo coisas e mais coisas na minha vida em função de uma única pessoa, que não era nem da família, e tenho dúvidas agora de que se um dia se interessou tanto por mim quanto eu por ela.Sim, leitor, o problema é - e continua sendo para toda a humanidade - a porra do AMOR.
Por amor eu perdi a cabeça.Tive motivos pra desconfiar, peguei mentiras deslavadas, fatos destorcidos e uma enorme cara-de-pau de me dizer que eu estava enganada.Eu depositei muitas das minhas fichas nesse relacionamento, isso pra não dizer todas.E me decepcionei.
Até então, eu achava que a culpa tinha sido minha, que eu tinha destruído todo o relacionamento com ciúmes infundados que eu nunca tinha sentido antes por ninguém, uma desconfiança centrada no meu egoísmo, uma paranóia que me levou à depressão e logo depois me levou a atos quase ilícitos (é bom lembrar: eu disse QUASE, e eu não tentei roubar, nem matar ninguém além de mim mesma).
Estou numa fase negra, tentando me recuperar e me culpando por tudo o que aconteceu, não importando o que de fato tenha acontecido.
Parei de fumar, parei de beber, fechei meu corpo pros prazeres da carne (é, eu não fodo mais...), me afastei de 95% das pessoas do meu ciclo social, venho buscando ajuda espiritual e profissional pra esse meu aparente desequilíbrio emocional.Até agora não descobri como tudo isso pode vir a me ajudar de fato, e nem tenho certeza se vai funcionar, mas tenho que tentar.
Tudo começou nas férias, depois de 3 meses afastada da minha namorada, até então.Tive alguns motivos pra desconfiar dela, ela era (e ainda é) muito fechada, o que implicou em problemas na comunicação, e eu comecei a desenvolver uma paranóia gigantesca.
Pode ser que eu estivesse certa o tempo todo, pode ser que todas as traições tenham acontecido, mas eu não tinha o direito de cobrar nada.E existem mais caralhões de motivos pra que eu não me importasse com isso, mas não vale a pena discuti-los aqui agora.Eu estava completamente insegura, e pelo que me parece, ela também.
O fato é que terminamos no meio das férias, e eu fiquei ainda mais perdida.Mais e mais eu me sentia "alone in the dark".
As aulas recomeçaram e então ela estava fugindo de qualquer conversa, de mim, de nós, de tudo.
Conversamos, por fim, e terminamos...Mas eu sentia saudades do corpo, dos abraços, dos beijos, do calor, do sexo...Tínhamos que ter uma despedida.E assim se deu, uma despedida de um mês e meio.
Estávamos ficando, ficamos ficando por esse período, e eu não conseguia conversar abertamente com ela.E até hoje não consigo.Não que eu esteja mentindo, mas é porque sei que ela mentiu e antes de qualquer coisa, ignorando as mentiras, eu sinto que ela não é 100% verdadeira comigo.Tem algo que eu não sei, alguma coisa que me foi omitida.E ninguém que esteja lendo isso tem dimensão do quanto isso me incomoda.E foram coisas bobas, idiotas, que não tem nada a ver com o final do namoro, mas que mesmo assim, me machucaram e me fizeram desconfiar muito de muitas atitudes posteriores.
Ela determinou que não ficaríamos mais por caralhões de motivos diferentes...e nenhum deles me convenceu.Continuo pensando que ela na verdade só queria me afastar por um motivo externo ao qual eu desconheço.
Sei que eu venho sofrendo bastante e por conta disso já fui parar no hospital e até fui expulsa de casa.OK, quem quis descontar a raiva, a frustração, a decepção, a angústia e a tristeza no álcool, no fumo, na noite, fui eu.Isso me faz a maior errada e culpada por ter me dado tão mal assim.Mas o que incomoda é que existe muita coisa que me foi escondida.E eu continuo perdida.
Não sei as reais intenções dela...
Não sei de mais nada...
Só sei que a minha visão mudou, meu jeito mudou, continuo triste e a angústia ainda dói e fica remoendo no meu peito.
A amizade talvez fique, embora eu não tenha certeza disso.
O amor que eu sinto vai ficar ainda um pouco mais.E tenho dúvidas se isso vai ser totalmente esquecido um dia.
Me sinto usada pelas últimas vezes que ficamos juntas, me sinto idiota pelo meu malabarismo de fazer tudo que estivesse ao meu alcance pra ficarmos bem, tudo pra agradar a ela, as conversas...e eu sempre via uma resistência de querer fazer tudo ficar bem, de dar certo.
Terminaram comigo, porque eu estava insegura, porque ela também estava insegura, talvez.Ela não parece sofrer tanto quanto eu, e se está no mesmo sofrimento, tem se mostrado uma pedra.
Eu a amei exponencialmente mais a cada dia que passava, e continuo amando, de uma forma meio desengonçada.Ela diz que me ama também, e é aí que faz menos sentido ainda essa coisa toda.Se nos amamos tanto, porque eu me vejo fazendo de tudo pra dar certo, realizando todas as vontades e me esforçando o máximo que posso pra melhorar e vejo nela um esforço absurdo pra deixar tudo como está, ela faz força pra ficar longe, pra dar errado, pra acabar de vez com toda a nossa história, enquanto eu olho nos olhos dela e vejo o quanto não queria estar fazendo isso.
O que me confunde e me desespera é saber que aquilo que os lábios dela dizem é justamente o oposto do que o corpo dela pede, do que a alma dela sente e o coração dela fala.
Pode não ser amor, pode nunca ter sido, e não faz diferença de não for, porque eu sei que algum sentimento existe.O que me revolta certas vezes é uma ingenuidade quase primitiva, infantil, em relação àquilo que está na frente dos olhos abertos dela que ela se recusa a enxergar.Tanto pro bem, quanto pro mal.
Tem várias pessoas, inclusive meninos, querendo se aproveitar dela, espalhando fofocas e boatos na faculdade (boatos são coisas as quais ela sempre deu a maior importância quando envolviam meu nome e o dela, ou nosso relacionamento).Essas pessoas se põem ao lado dela, fingindo uma amizade, e na verdade é a mais pura falsidade, uma manipulação suja.Isso me irrita, porque pra mim e outras pessoas próximas é nítido, mas só ela não vê.
Assim como ela tem a oportunidade de ser feliz comigo, e isso é uma coisa que eu sei que posso fazer e que provavelmente faria, sem qualquer modéstia.Mas recusa.Tem medo.Foge.
Eu não sou a melhor pessoa pra criticar as fugas dela, porque também tenho fugido da vida, mas tem horas que tentar acreditar num sonho e lutar por ele sem ver o mínimo de resultado e todo o seu esforço sendo desperdiçado cansa.
Tem momentos em que eu canso.Mas canso mesmo.
Mas também canso de fugir.
Ouvi essa semana de um amigo que um “NÃO” não significa um “PARE”, mas sim um “CONTINUE TENTANDO”.
Recebi muitos “nãos” da vida até o momento, e esse é mais um deles.
Tenho que avaliar se continuar tentando com ela vale a pena.
Uma coisa é fato: preciso parar de me esquecer pra ficar sublimando ela, como se ela fosse uma diva, uma deusa intocável, uma musa vaporosa, ou algo do gênero.
Ela é de carne-e-osso, errou muito comigo, eu dei uma chance, eu errei com ela, e ela não quer dar uma chance.O que me ensina que na vida a gente nunca pode contar com a 2ª chance, porque normalmente ela não existe.A 2ª chance é um privilégio.Nesse caso eu acho injustiça, porque nenhuma justificativa dela faz realmente sentido pra mim, exceto a questão familiar (que, diga-se de passagem, tem solução.Mas aí vai da vontade dela buscar essa solução ou não).
Eu estaria(ei) ao lado dela sempre que possível for, mas eu não posso fazer milagres e não posso carregar tudo nas costas sozinha.
Me doei demais, mais do que eu podia, esqueci de mim, mas não me esqueci dela um segundo sequer.Tá mais do que na hora disso acabar, até porque ela mesma me disse que é impossível alguém me amar se eu não me amasse em 1º lugar.Não é que esteja errado, muito pelo contrário, está certíssimo!
Mas, convenhamos...Ouvir isso da boca da pessoa que você ama, que você quer conquistar, a pessoa a qual você sonhou, você convive(eu) por um longo tempo, a que mais significou na sua vida, a mais especial...é FODA.
É basicamente um desestímulo, tipo: “Ô sua idiota, se manca e pára de tentar consertar o que não tem mais jeito.Eu não te amo mais, porra!Me deixa em paz e segue a sua vida!”
E é aí que a dor no peito volta.
Não, tô longe de infartar ainda...Mas é a agonia, a angústia de saber que eu não sou correspondida mais, e que ela ta muito melhor do que eu, que eu to dando murro em ponta de faca...essas coisas e mais outros milhares de clichês que designam uma pessoa teimosa, cega e ainda muito apaixonada por uma outra que não está na mesma sintonia já a algum tempo.
Por uma questão de vergonha na cara, eu parei com tudo.
Parei MESMO.Ou, pelo menos, estou progredindo consideravelmente.
E daí que só restou essa frase: alone in the dark.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
DESCULPAS!!
Como meus caros leitores puderam perceber, eu ando meio sumida, calada, enfim...
Aconteceu o pior dos desastres: computador quebrado, laptop pra ser formatado.
Perdi meus textos todos, inclusive uma narrativa que estava pensando em colocar aqui no blog, que já posto em outro site, mas também foi tudo água abaixo.
Minha situação só vai se normalizar lá pro meio do ano, mas prometo tentar escrever com mais frequencia.Nem que isso me custe onerosas horas de lan house...hehehe.
Lamento muito essa tão chata situação, mas assino essa despedida comprometendo-me ao regresso!
Beijo a todos, paciência e novos textos estão vindo.
Aconteceu o pior dos desastres: computador quebrado, laptop pra ser formatado.
Perdi meus textos todos, inclusive uma narrativa que estava pensando em colocar aqui no blog, que já posto em outro site, mas também foi tudo água abaixo.
Minha situação só vai se normalizar lá pro meio do ano, mas prometo tentar escrever com mais frequencia.Nem que isso me custe onerosas horas de lan house...hehehe.
Lamento muito essa tão chata situação, mas assino essa despedida comprometendo-me ao regresso!
Beijo a todos, paciência e novos textos estão vindo.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Seu toque...nada mais.
Vaga vida,
Vagalumes,
Luz do Sol,
Solidão.
Ida,
Despedida,
Volta,
Revolta.
Saudade.
E de todo esse amor que me preenche o peito, apenas a certeza de um nome.
Que já me confundem as letras.
Só a dona do nome pelo qual meu coração pulsa pode reorganizá-las.
Só depende do seu toque.
Nada mais.
Vagalumes,
Luz do Sol,
Solidão.
Ida,
Despedida,
Volta,
Revolta.
Saudade.
E de todo esse amor que me preenche o peito, apenas a certeza de um nome.
Que já me confundem as letras.
Só a dona do nome pelo qual meu coração pulsa pode reorganizá-las.
Só depende do seu toque.
Nada mais.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Frases e Filmes.
Assistindo a "V for Vendetta - V de Vingança", um dos meus filmes favoritos, e mesmo antes de se tornar filme, já era uma das minhas HQ's favoritas, não pude deixar de me sentir extremamente feliz e até empolgada.
Digo empolgada porque o filme retrata uma realidade paralela que talvez venha a tornar-se nosso dia-a-dia futuro.
E a reação popular, impulsionados por um desejo anárquico que acabou brotando de uma repressão exagerada, é ainda mais incrível.
Mas, ainda assim, a frase de aprsentação de "V", ao encontrar Eve no beco e salvá-la, retoma uma peça de Sheakespeare, chamada Henrique VIII.
Por motivos óbvios o diálogo foi levemente alterado.Mas ainda assim, não perdeu em nada seu brilho.
Pra quem consegue decifrar o Inglês, espero que deliciem-se tanto quanto eu.Não traduzi, porque acredito que os textos, quando traduzidos, perdem boa parte da sua essência.
Peço que me perdoem por isso aqueles que não conhecem o idioma, mas não me atrevo a traduzir este trecho divino, porque não quero que o mesmo perca o seu brilho e sua poesia.
"Who?Who is but the form following the function of what and what I am is a man in a mask.But on this most auspicious of nights permit me then, in lieu of the more commonplace sobriquiet to sugest the character of this dramatis persona: "Voilà! In View, a humble Vaudevillian Veteran, cast Vicariously as both Victim and Villain by the Vicissitudes of Fate. This Visage, no mere Veneer of Vanity, is it Vestige of the Vox populi, now Vacant, Vanished, as the once Vital Voice of the Verisimilitude now Venerates what they once Vilified. However, this Valorous Visitation of a bygone Vexation, stands Vivified, and has Vowed to Vanquish these Venal and Virulent Vermin Van-guarding Vice and Vouchsafing the Violently Vicious and Voracious Violation of Volition. The only Veredict is Vengeance; a Vendetta, held as a Votive, not in Vain, for the Value and Veracity of such shall one day Vindicate the Vigilant and the Virtuous. Verily, this Vichyssoise of Verbiage Veers most Verbose Vis-à-Vis an introduction, and so let me simply add that it is my Very good honor to meet you and you may call me V" - V for vendetta.
E é por isso que identifico e me esbaldo verdadeiramente na beleza do Cinema, da Literatura, enfim...na tão falada, odiada, temida e mal compreendida por muitos, a Arte.
Digo empolgada porque o filme retrata uma realidade paralela que talvez venha a tornar-se nosso dia-a-dia futuro.
E a reação popular, impulsionados por um desejo anárquico que acabou brotando de uma repressão exagerada, é ainda mais incrível.
Mas, ainda assim, a frase de aprsentação de "V", ao encontrar Eve no beco e salvá-la, retoma uma peça de Sheakespeare, chamada Henrique VIII.
Por motivos óbvios o diálogo foi levemente alterado.Mas ainda assim, não perdeu em nada seu brilho.
Pra quem consegue decifrar o Inglês, espero que deliciem-se tanto quanto eu.Não traduzi, porque acredito que os textos, quando traduzidos, perdem boa parte da sua essência.
Peço que me perdoem por isso aqueles que não conhecem o idioma, mas não me atrevo a traduzir este trecho divino, porque não quero que o mesmo perca o seu brilho e sua poesia.
"Who?Who is but the form following the function of what and what I am is a man in a mask.But on this most auspicious of nights permit me then, in lieu of the more commonplace sobriquiet to sugest the character of this dramatis persona: "Voilà! In View, a humble Vaudevillian Veteran, cast Vicariously as both Victim and Villain by the Vicissitudes of Fate. This Visage, no mere Veneer of Vanity, is it Vestige of the Vox populi, now Vacant, Vanished, as the once Vital Voice of the Verisimilitude now Venerates what they once Vilified. However, this Valorous Visitation of a bygone Vexation, stands Vivified, and has Vowed to Vanquish these Venal and Virulent Vermin Van-guarding Vice and Vouchsafing the Violently Vicious and Voracious Violation of Volition. The only Veredict is Vengeance; a Vendetta, held as a Votive, not in Vain, for the Value and Veracity of such shall one day Vindicate the Vigilant and the Virtuous. Verily, this Vichyssoise of Verbiage Veers most Verbose Vis-à-Vis an introduction, and so let me simply add that it is my Very good honor to meet you and you may call me V" - V for vendetta.
E é por isso que identifico e me esbaldo verdadeiramente na beleza do Cinema, da Literatura, enfim...na tão falada, odiada, temida e mal compreendida por muitos, a Arte.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Sobre Deusas e Musas
Em um texto é possível colocar, prosaicamente, um "canto Rapsóidico" em forma quase versada sobre o grande amor que arrebata o peito de um amante por uma mulher intocável, incrível e inexistente.
A figura física existe, mas a mulher é apenas uma idealizãção, de forma que se o amante possuir o objeto de desejo...Deixa de ser tudo o que fora um dia, todo o encanto se quebra, porque a idealização deixa de ficar na imaginação do poeta, passa ser palpável, real.
É um paradoxo verossímil que consiste o amor platônico.
São encontros e desencontros adoráveis.Toda vez que se ama, se imagina, se espera, se musifica a mulher amada.A busca é inquieta, incessante.E depois da conquista, da posse...a descoberta que o que se imagina, jamais vai se tronar realidade, poque não passa de sonho e todo sonho é ilusão.
Como uma mágica cruel.
E, para também explanar alguns sentimentos meus, cá está o novo - mas nem tanto - texto da minha coletânia tão empobrescida e fraca pela agonia errante que o verbo amar me faz conjugar.
Afrodite,
Amo-te assim digo-lhe sinceramente...
Tu és para mim um sainete,
Talvez, quase certo, podes ser até mais do que estimo tanto.
Lamento...
Sinto que para tu, que quase não me percebes, seja apenas um sáfaro...
Mas não desistirei, sou um loquaz.
E apesar de minha loqüela incomodar-lhe,
Pois culto não sou,
E se minha lorpice estupidamente forte não lhe agrada,
Sinto em provocar tais sentimentos,
Mas posso provar-lhe que
Apesar de não ter muita dimensidade em assuntos rebuscados
Apesar de atingir esse seu padrão de cultura
Sou mais agradável e melhor do que posso aparentar-lhe.
Por ti, Afrodite de meus sonhos,
Vivo essa vida triste e cinzenta,
Sem vontades,
Sem gostos de primavera,
Nem verão,
Nem outono,
Só há o inverno, e o inferno...
E o escárnio, tudo teu,
Feito só pra mim...
Quando te olho,
Meio que contra vossa vontade,
Encaro teus olhos,
Negros olhos,
Imagino-me banhado em meio à lucidez destes,
E não são sós os olhos,
Teu corpo libera uma lucerna,
Já vista como divina,
Divinamente bela.
És de extrema delicadeza e beleza.
És o colosso de minha vida.
Teu corpo é, ao mesmo tempo,
Sorte e perdição,
Antítese do destino...
Seu andar é tão lascivo
Quão teus negros olhos,
Que me parece um poço de desejos
Desejos secretos,
Desejos ardentes,
Desejos gozosos,
Desejos perigosos,
Exatamente como é a dona destes
Mas apesar de seres tão fria
Em tuas mostras leves de desprezo
Por mim,
Que amo-te acima de vidas ou mortes,
Quero cobiçar-lhe,
Mesmo vendo que sua atenção por mim esmirra-se
Pouco a pouco, de vento a vento,
Quero ver-te mais de perto,
Seguir-te a esmo com meus olhos
Que transbordam de esmero
Em todas as vezes que,
Ao menos,
Pensam ver-te pelas ruas,
Nos outros rostos,
Em outros corpos,
Em outras histórias,
Em outros risos,
Em outros braços...
Sentir que perder-lhe-ei aos segundos
Parece-me aterrorizante e estúpido
Caio novamente em lágrimas,
Pela dor e pelo amor,
Que já se confundem,
E que me dizem:
“Esta é a dor de amar,
Sinta-a e morra,
Chore e perca a honra,
Subestime-a e lute!”
Eu só penso se um dia tu virás até mim,
O que nem tanto,
Só peço-te para ouvir-me,
Faça-o e renda-se,
Caia em meus braços e sejas feliz,
Como jamais fora feliz com outro homem...
Ah!Se tu soubesses como este amor me pesa!
E pior é que sabes que vos amo.
E por raiva, ou por aversão a minha pessoa,
Procuras qualquer réprobo que vês e beija-o
E ama-o, afaga-o,
E mata-me, e castiga-me, e tortura-me.
Jamais pensei que seria tão perigoso e doloroso amar-te,
Mas se vivo é porque quero correr perigo e quero sentir dor,
Queremos e precisamos.
Perto de ti, minha deusa,
Sou apenas um lapso do tempo
Que passa a vida a admirar tamanha beleza
E formas tão belas,
Com que sonho e sigo sonhando,
Penso em teu corpo nu
Em suas curvas
Em seus cabelos,
Macios e cheirosos,
Em seus seios
Dentre tuas pernas
No seu rosto
Nos seus lábios,
Os quais daria tudo para beijar.
Penso em tua feição,
Sentindo prazer,
Sentindo dor, excitação
Sua voz rouca a pedir mais,
Minhas mãos afagando-te,
Apertando-te,
Enlouquecendo-te,
Seu gemido,
Seu grito,
Suas mãos em meu corpo,
Meus beijos em ti,
Teus beijos em mim,
Nossos lábios se cruzando...
Seria o máximo de prazer,
Ápice de vida.
Ao lado de ti, minha deusa,
Meu mundo completar-se-ia
Não haveria mais problemas
E eu seria eternamente feliz, na incompletude do meu ser.
Como o amor desde sempre é eterno.
Peço-te, ó deusa da libido,
Que seus olhos olhem-me,
Seus ouvidos ouçam-me
E que seus coração se abra,
Pois já tentei esquecer-te
Por várias vezes
E nunca consegui,
Só me corroí.
Não viveria com alguém que não amo
Só por prazer ou solidão.
Quero-te!
Não por tempos,
Mas sim vida inteira
E morte.
Deixe-me tentar fazer-te feliz eternamente...
Este é um pedido de alguém que só vive por ti,
Cujo amor permanecerá
Apesar, além e através do tempo.
Cujo coração somente se mantém batendo por ti.
Amo-te,
Minha deusa Afrodite!
Amo-te, quero-te, adoro-te, idolatro-te...
Para todo o sempre...
A figura física existe, mas a mulher é apenas uma idealizãção, de forma que se o amante possuir o objeto de desejo...Deixa de ser tudo o que fora um dia, todo o encanto se quebra, porque a idealização deixa de ficar na imaginação do poeta, passa ser palpável, real.
É um paradoxo verossímil que consiste o amor platônico.
São encontros e desencontros adoráveis.Toda vez que se ama, se imagina, se espera, se musifica a mulher amada.A busca é inquieta, incessante.E depois da conquista, da posse...a descoberta que o que se imagina, jamais vai se tronar realidade, poque não passa de sonho e todo sonho é ilusão.
Como uma mágica cruel.
E, para também explanar alguns sentimentos meus, cá está o novo - mas nem tanto - texto da minha coletânia tão empobrescida e fraca pela agonia errante que o verbo amar me faz conjugar.
Afrodite,
Amo-te assim digo-lhe sinceramente...
Tu és para mim um sainete,
Talvez, quase certo, podes ser até mais do que estimo tanto.
Lamento...
Sinto que para tu, que quase não me percebes, seja apenas um sáfaro...
Mas não desistirei, sou um loquaz.
E apesar de minha loqüela incomodar-lhe,
Pois culto não sou,
E se minha lorpice estupidamente forte não lhe agrada,
Sinto em provocar tais sentimentos,
Mas posso provar-lhe que
Apesar de não ter muita dimensidade em assuntos rebuscados
Apesar de atingir esse seu padrão de cultura
Sou mais agradável e melhor do que posso aparentar-lhe.
Por ti, Afrodite de meus sonhos,
Vivo essa vida triste e cinzenta,
Sem vontades,
Sem gostos de primavera,
Nem verão,
Nem outono,
Só há o inverno, e o inferno...
E o escárnio, tudo teu,
Feito só pra mim...
Quando te olho,
Meio que contra vossa vontade,
Encaro teus olhos,
Negros olhos,
Imagino-me banhado em meio à lucidez destes,
E não são sós os olhos,
Teu corpo libera uma lucerna,
Já vista como divina,
Divinamente bela.
És de extrema delicadeza e beleza.
És o colosso de minha vida.
Teu corpo é, ao mesmo tempo,
Sorte e perdição,
Antítese do destino...
Seu andar é tão lascivo
Quão teus negros olhos,
Que me parece um poço de desejos
Desejos secretos,
Desejos ardentes,
Desejos gozosos,
Desejos perigosos,
Exatamente como é a dona destes
Mas apesar de seres tão fria
Em tuas mostras leves de desprezo
Por mim,
Que amo-te acima de vidas ou mortes,
Quero cobiçar-lhe,
Mesmo vendo que sua atenção por mim esmirra-se
Pouco a pouco, de vento a vento,
Quero ver-te mais de perto,
Seguir-te a esmo com meus olhos
Que transbordam de esmero
Em todas as vezes que,
Ao menos,
Pensam ver-te pelas ruas,
Nos outros rostos,
Em outros corpos,
Em outras histórias,
Em outros risos,
Em outros braços...
Sentir que perder-lhe-ei aos segundos
Parece-me aterrorizante e estúpido
Caio novamente em lágrimas,
Pela dor e pelo amor,
Que já se confundem,
E que me dizem:
“Esta é a dor de amar,
Sinta-a e morra,
Chore e perca a honra,
Subestime-a e lute!”
Eu só penso se um dia tu virás até mim,
O que nem tanto,
Só peço-te para ouvir-me,
Faça-o e renda-se,
Caia em meus braços e sejas feliz,
Como jamais fora feliz com outro homem...
Ah!Se tu soubesses como este amor me pesa!
E pior é que sabes que vos amo.
E por raiva, ou por aversão a minha pessoa,
Procuras qualquer réprobo que vês e beija-o
E ama-o, afaga-o,
E mata-me, e castiga-me, e tortura-me.
Jamais pensei que seria tão perigoso e doloroso amar-te,
Mas se vivo é porque quero correr perigo e quero sentir dor,
Queremos e precisamos.
Perto de ti, minha deusa,
Sou apenas um lapso do tempo
Que passa a vida a admirar tamanha beleza
E formas tão belas,
Com que sonho e sigo sonhando,
Penso em teu corpo nu
Em suas curvas
Em seus cabelos,
Macios e cheirosos,
Em seus seios
Dentre tuas pernas
No seu rosto
Nos seus lábios,
Os quais daria tudo para beijar.
Penso em tua feição,
Sentindo prazer,
Sentindo dor, excitação
Sua voz rouca a pedir mais,
Minhas mãos afagando-te,
Apertando-te,
Enlouquecendo-te,
Seu gemido,
Seu grito,
Suas mãos em meu corpo,
Meus beijos em ti,
Teus beijos em mim,
Nossos lábios se cruzando...
Seria o máximo de prazer,
Ápice de vida.
Ao lado de ti, minha deusa,
Meu mundo completar-se-ia
Não haveria mais problemas
E eu seria eternamente feliz, na incompletude do meu ser.
Como o amor desde sempre é eterno.
Peço-te, ó deusa da libido,
Que seus olhos olhem-me,
Seus ouvidos ouçam-me
E que seus coração se abra,
Pois já tentei esquecer-te
Por várias vezes
E nunca consegui,
Só me corroí.
Não viveria com alguém que não amo
Só por prazer ou solidão.
Quero-te!
Não por tempos,
Mas sim vida inteira
E morte.
Deixe-me tentar fazer-te feliz eternamente...
Este é um pedido de alguém que só vive por ti,
Cujo amor permanecerá
Apesar, além e através do tempo.
Cujo coração somente se mantém batendo por ti.
Amo-te,
Minha deusa Afrodite!
Amo-te, quero-te, adoro-te, idolatro-te...
Para todo o sempre...
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Textos com amigos.Contos com contato.
Em uma dessas conversas sem compromisso pelo MSN, eis que o amigo com que eu falava me digita uma frase lindíssima, e me faz a seguinte proposta: "tô começando, tenta acompanhar, vai!"
Indecente de primeira, concerteza, mas confesso que não resisti.
Me entreguei a essência do texto e à textura das palavras.
É sobre amor, sobre o ato de amar e se fazer amado, trocando em miúdos, é uma definição bem breve do que viria a ser "fazer amor".
Diante de uma conversa amistosa sobre nossas experiências atuais, nossos amores do presente e os momentos onde nós dois - tanto ele quanto eu estamos apaixonados e reconhecemos termos mudado a partir disso - nos deleitamos de tal forma que não parece ser real.Parece, pra ambos, que o que existe é mais do que físico, é mais do que hormônio, é mais do que apenas desejo.É uma coisa incrível que se apossa das nossas mentes, dos membros, do coração e faz bater depressa.É a certeza da segurança de se estar com a pessoa que se ama, e de no final de toda aquela sedução, quando o cansaço bate e nos faz repousar uns nos outros, após o clímax, só conseguir pensar: "É ela!Só pode ser ela!".
Claro que tudo nesta vida é volúvel e possível, e nada é definitivo a menos que as partes queiram isso de comum acordo e sem maiores impedimentos que as façam desviar as rotas, até então unidas em cumunhão de corpo e espirito.
Sim, existe a possibilidade de estarmos enganados, mas não há nada melhor do que aproveitar e se entregar àquilo que nos é dado pelo destino de tão bom grado e que nos traz tamanha felicidade que já não se cabe conosco, tem que saltar peito afora, através de sorrisos, gestos, lembranças e saudades.
E que estiver reservado a nós que estejamos com nossos respectivos pares até o final de nossa exixtência, que assim seja.Se não o for, poderemos dizer do amor que tivemos que foi infinito enquanto durou.Nunca dura mais tempo ou menos tempo além do que o necessário pra se fazer inesquecível, pelo amor que se construíu ou pela dor que se descontrói com o sentimento.
Enfim, aproveitem o texto:
Sobre dois Amantes
Uma coisa...Uma energia incrível que percorre o corpo todo, de ambos.
Dividem um prazer nunca experimentado antes. Prazer este que domina o corpo e o toma por completo até que todas as suas forças sejam exauridas do seu ser, porém cada milésimo é como se fosse uma eternidade.
É recompensante e revigorante. É a eternidade de um abismo sem chão, um penar de mente e coração. Não existe nenhum tipo de explicação possível.
É um prazer inconstante que toma conta das almas e as toma pra si, as bebe e nelas se embriaga, como um rio que não pára de jorrar um sentimento que no peito não pára de pulsar.
Braseia, como fogo queima o coração, e marca os amantes como um galho flamejante queima uma flor e essa brasa nunca se extingue e leva a eternidade dos amantes para poder se aclamar.
A brasa que se apaga nas águas do mesmo rio que teima em correr e pulsar pelas veias dos apaixonados é a mesma água que se aquece e que dá vida à brasa.
Brasa essa que no fundo desse rio, jamais se apaga.
Indecente de primeira, concerteza, mas confesso que não resisti.
Me entreguei a essência do texto e à textura das palavras.
É sobre amor, sobre o ato de amar e se fazer amado, trocando em miúdos, é uma definição bem breve do que viria a ser "fazer amor".
Diante de uma conversa amistosa sobre nossas experiências atuais, nossos amores do presente e os momentos onde nós dois - tanto ele quanto eu estamos apaixonados e reconhecemos termos mudado a partir disso - nos deleitamos de tal forma que não parece ser real.Parece, pra ambos, que o que existe é mais do que físico, é mais do que hormônio, é mais do que apenas desejo.É uma coisa incrível que se apossa das nossas mentes, dos membros, do coração e faz bater depressa.É a certeza da segurança de se estar com a pessoa que se ama, e de no final de toda aquela sedução, quando o cansaço bate e nos faz repousar uns nos outros, após o clímax, só conseguir pensar: "É ela!Só pode ser ela!".
Claro que tudo nesta vida é volúvel e possível, e nada é definitivo a menos que as partes queiram isso de comum acordo e sem maiores impedimentos que as façam desviar as rotas, até então unidas em cumunhão de corpo e espirito.
Sim, existe a possibilidade de estarmos enganados, mas não há nada melhor do que aproveitar e se entregar àquilo que nos é dado pelo destino de tão bom grado e que nos traz tamanha felicidade que já não se cabe conosco, tem que saltar peito afora, através de sorrisos, gestos, lembranças e saudades.
E que estiver reservado a nós que estejamos com nossos respectivos pares até o final de nossa exixtência, que assim seja.Se não o for, poderemos dizer do amor que tivemos que foi infinito enquanto durou.Nunca dura mais tempo ou menos tempo além do que o necessário pra se fazer inesquecível, pelo amor que se construíu ou pela dor que se descontrói com o sentimento.
Enfim, aproveitem o texto:
Sobre dois Amantes
Uma coisa...Uma energia incrível que percorre o corpo todo, de ambos.
Dividem um prazer nunca experimentado antes. Prazer este que domina o corpo e o toma por completo até que todas as suas forças sejam exauridas do seu ser, porém cada milésimo é como se fosse uma eternidade.
É recompensante e revigorante. É a eternidade de um abismo sem chão, um penar de mente e coração. Não existe nenhum tipo de explicação possível.
É um prazer inconstante que toma conta das almas e as toma pra si, as bebe e nelas se embriaga, como um rio que não pára de jorrar um sentimento que no peito não pára de pulsar.
Braseia, como fogo queima o coração, e marca os amantes como um galho flamejante queima uma flor e essa brasa nunca se extingue e leva a eternidade dos amantes para poder se aclamar.
A brasa que se apaga nas águas do mesmo rio que teima em correr e pulsar pelas veias dos apaixonados é a mesma água que se aquece e que dá vida à brasa.
Brasa essa que no fundo desse rio, jamais se apaga.
Gabriel Mororó e Tati Soares
Nota: Agradeço profundamente a inspiração, amizade, respeito e admiração que me dedicas, Gabriel.E posso afirmar que há reciprocidade proporcional, não te esqueças disso nunca.Amo-te demais, menino.
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