Por que abandono?
Por 2 motivos:
1 - Eu estou abandonando uma pessoa.Estou desistindo dela.E pra isso, preciso fazer com que ela desista de mim, e pra isso, preciso que ela se afaste.E pra que ela se afaste, ela precisa me odiar.
É paradoxal, mas eu explico.
O amor e o ódio andam de mãos dadas todo o tempo.Até aí, todo mundo sabe.
Eu amo demais uma menina.Eu me conheço o bastante pra saber que eu não vou conseguir tirar ela da cabeça, e que eu não vou desistir dela.Até porque eu sei que ainda existe sentimento e isso fica me motivando implicitamente a tentar, e tentar, e tentar...Inutilmente, eu sei, mas mesmo assim, eu permaneço naquela esperança idiota de todo apaixonado.
Eu não vou conseguir me afastar dela, mas ela precisa que eu me afaste.Então ela vai ter que fazer isso por mim, por nós na verdade.
Mas no momento ela é minha única amiga na faculdade, a única em quem eu confio plenamente.Nesse caso é preciso afastá-la a força.
E o maior problema de todos é que cada dia que passa eu a amo mais e mais...E tá cada vez mais complicado de tirar ela da cabeça.
Eu estou enlouquecendo.Mas é preciso.
É preciso descobrir paz sem ser nos olhos dela, é preciso descobrir carinho sem que seja no colo dela.Eu preciso deixar ela livre.Ela precisa ser feliz.
Se pra isso ela tiver que me odiar, pra se afastar...Que seja.
Prefiro ver o sorriso dela de longe, sem participar da sua alegria do que ser o motvo de um monte de brigas, discussões e muitas lágrimas.
Pra quem ainda não entendeu: eu tô sendo inconveniente de propósito.
Mesmo que ela leia isso e saiba, a paciência dela um dia vai acabar comigo.
Nesse dia ela vai estar livre.De mim.Literalmente.
2 - Estou me sentindo abandonada.Tanto pelo primeiro motivo quanto por outros.Eu me sinto isolada, reprimida, sozinha.Um palhaço triste e sem graça no meio de um circo onde todos os espectadores debocham e jogam coisas nele.Sabem?
Não é pieguice, ou talvez seja, sei lá...Mas o fato é que dá vontade de me isolar cada vez mais.
Eu não sei se é isso, mas estou me abandonando.
Não no sentido de desistir de mim.
No sentido de mudar, de sumir socialmente.
Não dá pra ser assim, amar assim, viver assim, estudar assim...Eu nem sei se quero isso pro resto da minha vida!
Foto é que eu não sei exatamente o que eu quero, mas eu tenho certeza que do jeito que as coisas estão não dá pra continuar.
E eu tô me deixando ir...
Eu quero ir, quero andar, quero correr mundo, quero mudar, só não sei pra onde ainda, mas pra que saber?
Tô perdida, literalmente...Mas nem sei se quero me encontrar mais.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Aconteceu...
É ridículo, é óbviamente cruel e eu sei que eu sou culpada e responsável por isso.
Na ânsia raivosa de externar meus mais profundos e amargos sentimentos nesse blog, minha vida pessoal acabou virando noticiário de última hora dentro da faculdade.
E o pior: quem não podia ver, viu.
Mas convenhamos, que idéia mais imbecil - e estupidamente infantil - de publicar meus expurgos ferozes de uma dor de cotovelo, que não deveria estar acontecendo, na internet.
Claro! Se quer guardar um segredo bem guardado, por que não expô-lo à todos vomitando frases de puro ódio na internet, a rede MUNDIAL de computadores, onde nada, por mais que possa parecer vetado, está de fato seguro?
Realmente, idéia brilhante...
O fato é que agora me vejo obrigada a prestar esclarecimentos e dar satisfações dos meus mau entendidos e mau-humores publicamente.É quase como um pop star famoso que acaba de se divorciar e ninguém sabe exatamente porquê.Aí inventam zilhões de hipóteses, até que o pop star se irrita profundamente e resolve explicar a porra toda de uma vez antes que ele seja processado por agressão.
Eu disse que é QUASE.Mas está de fato muito perto disso.
Dentro da minha cabeça confusa e meus pensamentos macabros, estava eu muito perdida, devastada pelo final do relacionamento e querendo desesperadamente me matar, pra fugir da culpa, da vergonha e dessa babaquice toda que eu causei.
Lógico que não tive culhões pra fazer nada disso.Sentir sim, agir nunca.E como consequencia dessa paranóia obcessiva por uma razão que já existia e estava na minha frente - só eu que não enxergava e não queria aceitar - acabei externalizando um sentimento horrível, mesquinho e egoísta.
Ninguém tem que entender nada aqui, nem da minha vida, nem da dela, nem do nosso relacionamento...Mas que fique claro que: quando um não quer, dois não brigam.
O que eu quero dizer com isso?
Que se por um lado ela me trouxe dor, por outro lado eu causei dor a ela também, e sinceramente, a essa altura do campeonato acho que eu causei muito mais do que sofri, porque tenho a mania detestável de querer resolver tudo na conversa, e quando não quero entender, fico pensando, pensando, pensando...e teimando comigo mesma que nada daquilo que ouvi é o que de fato escutei, mas sim o que meus pensamentos queriam que eu ouvisse.
Não sei se vocês entendem, mas eu sou meio paranóica quando fico sensível.
E quando não fico também.
Na verdade tem um adesivo na minha testa escrito: INSUPORTÁVEL, em letras garrafais, negritadas e em neon.Não sei como mulher alguma nesse mundo me aguenta.
Bem, não querendo desviar do assunto, torno a dizer: ninguém tem nada com isso.Se nem minha família se mete, por que vocês aí se meteriam?
Não faz sentido, não é verdade?
Pois bem, mas já que involuntariamente o ser humano sente a invitável necessidade de uma inclusão social, mesmo trazendo dor, tristeza e até mesmo uma solidão coletiva até certo ponto (como diria o grande poeta: é impossível ser feliz sozinho.Mas até quando?), senti a vontade - e, por que não? - necessidade de me esclarecer publicamente.
E espero que agora esse bafafá de disse-me-disse da minha vida pessoal pare por enquanto pelo menos.
E não aconselho a ninguém fazer isso que eu fiz.
Mas duvido muito que alguém seja tão babaca quanto eu fui.Ou são piores ou não o são.
Perdi a mulher que eu amava.Na verdade, nunca amei nenhuma mulher assim.Não que eu saiba ou me lembre.
E por conta dessas minhas atitudes infantis, meus atos inconsequentes, impensados e minhas elocubrações delinquentes, até a amizade está sendo abalada por isso.
Vocês não sabem como dói ter certeza de um sentimento, saber que há a possibilidade de dar certo, mas não poder tentar, porque não é o momento mais oportuno.
Fiquei infantilizada e caricaturada pelas minhas ações mal comedidas, fui me isolando de todo mundo, meu convívio social decaiu drasticamente, e uma grande parcela disso deve-se ao fato de estar sempre rolando nas bocas das matildes, como se eu fosse o único assunto do universo.
Fui me tornando individualista, um pouco ácida e sarcástica com os outros.Passei a não confiar em niguém, com excessão dela.Só nela eu confiava, e ainda confio.Cegamente.E isso não é exagero.
Mas antes de confiar tanto assim nela, tiveram fases nada boas.
Vou resumir a história pra que todos possam entender, já que é esporte da galera e o passatempo mais praticado por 80% da faculdade.
Afinal, já que é pra saber da minha vida, que saibam as coisas certas, pelo menos.Ou pelo menos que saibam da forma menos errada, porque esse é o meu ponto de vista.Garanto que ela tem o dela e pode ser muito parecido com o meu, mas não é igual.
Simples assim: o namoro estava indo bem, não era um mar-de-rosas, mas a gente tentava se entender, se ouvir.Eu nunca tive ciúmes de mulher nenhuma na vida, nem de amigos, nem de coisas, de nada.Mas dela eu senti - e muito!
E isso foi me consumindo.Comecei a ficar insegura, mas insegura pra valer.
Entramos num ritmo de casamento, eu praticamente me mudei pra casa dela, fiquei um mês e alguns dias dormindo e acordando do lado dela.A situação estava ótima, exatamente isso que eu queria: amar alguém, ficar quietinha dentro de casa e cultivar planos e sonhos, recheados de juras de amor megalomaníacas que talvez nunca se ralizassem, mas eu estava feliz.
Aliás, acho que foi o período mais feliz da minha vida.Tá certo que precisávamos fazer algumas coisas, aparar algumas arestas e ter algumas conversas pra acertar algumas coisas, mas eram só detalhes.No básico, repito, eu estava quase plenamente feliz.
E aí chegou o final do ano e tivemos que nos separar por 3 meses.Teoricamente não seria separação, porque eu realmente pretendia vê-la nesse período de tempo, mas não deu pra mim.
Fiquei em casa, com a minha família de velhos, onde todos, sem excessão, estão doentes e isso faz parecer como se eu fosse o pilar da salvação lá de casa, ainda mais por fazer faculdade ligada as área da saúde.Nunca me senti tão saudável na vida.
Não é reclamação, é uma constatação de fatos.
Aí veio o primeiro mês, e a paranóia começou a crescer na minha cabeça.Passava o dia todo no MSN, espreitando a entrada dela, contando os minutos pra conversar, tocar ela virtualmente (não pensem maldade, por favor) e assim passar alguns períodos de paz e também matar as saudades, que àquela altura já estavam imensas.
Eu quase não saía de casa, posso contar nos dedos as vezes que saí.Ficava mais preocupada em hipotetizar uma possível situação esdrúxula me utilizando por várias vezes ao dia do popular "e se...?" dela com alguém ou alguéns.
Enfim, começei um esforço fora do normal pra me fazer acreditar que ela já não me quria mais.E foi aí que tudo começou.Ou terminou.
Enchi tanto o saco dela, tão preocupada comigo mesma e com aquilo que ela poderia ou não estar fazendo, sentindo, etc...que cheguei ao ponto de pensar em terminar 5 vezes no mesmo dia com ela.
E idiotamente eu fui falar isso pra ela assim mesmo, curta e grossa.
Ela terminou.
E eu perdi o chão.
Babaca.Quem mandou?Sua complexadazinha de merda!Me foquei tanto em mim que esqueci de perguntar a ela como é que ela estava se sentindo.
E depois que caiu a ficha da boçalidade infeliz que eu tinha feito, começei um novo trabalho: tentar voltar.
A tentativa da volta foi pior executada ainda.Eu realmente sou uma imbecil.Só fiz cagadas.Me enfiei na vida dela, na casa dela, praticamente invadi a privacidade dela, forçando ela a conviver comigo, sem necessidade nenhuma.Queria (e na verdade ainda quero) uma chance.E quanto mais eu tantava, menor era a possibilidade, porque eu estava me vendendo pro meu próprio desespero.
Tornamos a nos ver, depois de terminadas, passados os 3 meses de distância.A saudade acabou falando mais alto, e o amor também.Ficamos terminando por 1 mês e pouco...Ninguém acreditava que nós fôssemos terminar mesmo.A gente era muito apaixonada, muito ligadas, nossos gostos muito parecidos, de roupas à livros, de músicas à time de futebol.
Bem, nada mudou ainda, porque é impossível o sentimento acabar de uma hora pra outra, mas...Juro que estou tentando me afastar o máximo que posso.
Nesse período de vai e vem, uma confusão minha, comigo mesma, eu entrei em depressão, saí, entrei de novo, tô tentando sair novamente, agredi ela verbalmente e já tive vontade de quebrar a casa toda.O pior que a casa não era minha, mas dela.
E como se já não bastasse, ainda tive coragem de expor toda a minha raiva e insegurança no meu blog.Que lúdico!
Por isso me culpo e é por isso que estou aqui, como uma imbecil, tentando me explicar pra dezenas de fofoqueiros coçadores de saco, porque ela leu, ela detestou, ficou magoada - e com toda razão -, e quando veio falar comigo eu já tinha me tocado das besteiras que eu escrevi, pedi que ela desconsiderasse, mas a merda já estava feita, então fiquei mais mal do que poderia ter ficado normalmente, numa situação atípica como essa.
Eu agora entendo, depois de muito apanhar de mim mesma, das situações que eu criei e das confusões em que eu me meti sozinha, que eu agi errado, fui estúpida por causa dos ciúmes, fui infantil e brutal por causa do desespero de querer ficar com ela a qualquer custo e fui uma boçal ao expor toda essa situação.
Só escrevo esse post pra tentar consertar a cagada homérica que eu produzi a algumas semanas atrás.
Ninguém vai ter paciência pra ler isso, mas se eu estivesse falando mal dela, concerteza teriam.
Só queria que ela entendesse que eu finalmente percebi que o amor não é uma jaula, mas um horizonte e que não faz sentido deixar alguma coisa crescer presa em um cláustro, isso é possessão e eu estava a possuindo, "tendo" ela e deixando de respeitá-la quanto pessoa por isso.
Agora já não sinto ciúmes, nem desconfio.Muito pelo contrário, confio muito mais do que nunca, porque aturara mim e as minhas burradas e ainda tentar me ajudar do jeito que as coisas estavam não é pra qualquer um não...Só gostando muito mesmo.
Eu não queria que NADA, ABSOLUTAMENTE NADA disso tivesse acontecido.
Mas...
Aconteceu.
E, se for pra ser, vai ser.
É só deixar o tempo correr.
Contanto que ela seja feliz, não importa com quem seja, pra mim tá ótimo.É bem verdade que eu preferia 1000 vezes que fosse comigo, mas se não for possível, só de saber que ela está bem e por perto já me ajuda a melhorar meu dia.
Aquela frase do John Lennon nunca fez tanto sentido pra mim quanto agora:
"Deixo as coisas que amo livres.
Se elas se forem, é porque nunca as tive.
Se elas voltarem, é porque as conquistei"
Na ânsia raivosa de externar meus mais profundos e amargos sentimentos nesse blog, minha vida pessoal acabou virando noticiário de última hora dentro da faculdade.
E o pior: quem não podia ver, viu.
Mas convenhamos, que idéia mais imbecil - e estupidamente infantil - de publicar meus expurgos ferozes de uma dor de cotovelo, que não deveria estar acontecendo, na internet.
Claro! Se quer guardar um segredo bem guardado, por que não expô-lo à todos vomitando frases de puro ódio na internet, a rede MUNDIAL de computadores, onde nada, por mais que possa parecer vetado, está de fato seguro?
Realmente, idéia brilhante...
O fato é que agora me vejo obrigada a prestar esclarecimentos e dar satisfações dos meus mau entendidos e mau-humores publicamente.É quase como um pop star famoso que acaba de se divorciar e ninguém sabe exatamente porquê.Aí inventam zilhões de hipóteses, até que o pop star se irrita profundamente e resolve explicar a porra toda de uma vez antes que ele seja processado por agressão.
Eu disse que é QUASE.Mas está de fato muito perto disso.
Dentro da minha cabeça confusa e meus pensamentos macabros, estava eu muito perdida, devastada pelo final do relacionamento e querendo desesperadamente me matar, pra fugir da culpa, da vergonha e dessa babaquice toda que eu causei.
Lógico que não tive culhões pra fazer nada disso.Sentir sim, agir nunca.E como consequencia dessa paranóia obcessiva por uma razão que já existia e estava na minha frente - só eu que não enxergava e não queria aceitar - acabei externalizando um sentimento horrível, mesquinho e egoísta.
Ninguém tem que entender nada aqui, nem da minha vida, nem da dela, nem do nosso relacionamento...Mas que fique claro que: quando um não quer, dois não brigam.
O que eu quero dizer com isso?
Que se por um lado ela me trouxe dor, por outro lado eu causei dor a ela também, e sinceramente, a essa altura do campeonato acho que eu causei muito mais do que sofri, porque tenho a mania detestável de querer resolver tudo na conversa, e quando não quero entender, fico pensando, pensando, pensando...e teimando comigo mesma que nada daquilo que ouvi é o que de fato escutei, mas sim o que meus pensamentos queriam que eu ouvisse.
Não sei se vocês entendem, mas eu sou meio paranóica quando fico sensível.
E quando não fico também.
Na verdade tem um adesivo na minha testa escrito: INSUPORTÁVEL, em letras garrafais, negritadas e em neon.Não sei como mulher alguma nesse mundo me aguenta.
Bem, não querendo desviar do assunto, torno a dizer: ninguém tem nada com isso.Se nem minha família se mete, por que vocês aí se meteriam?
Não faz sentido, não é verdade?
Pois bem, mas já que involuntariamente o ser humano sente a invitável necessidade de uma inclusão social, mesmo trazendo dor, tristeza e até mesmo uma solidão coletiva até certo ponto (como diria o grande poeta: é impossível ser feliz sozinho.Mas até quando?), senti a vontade - e, por que não? - necessidade de me esclarecer publicamente.
E espero que agora esse bafafá de disse-me-disse da minha vida pessoal pare por enquanto pelo menos.
E não aconselho a ninguém fazer isso que eu fiz.
Mas duvido muito que alguém seja tão babaca quanto eu fui.Ou são piores ou não o são.
Perdi a mulher que eu amava.Na verdade, nunca amei nenhuma mulher assim.Não que eu saiba ou me lembre.
E por conta dessas minhas atitudes infantis, meus atos inconsequentes, impensados e minhas elocubrações delinquentes, até a amizade está sendo abalada por isso.
Vocês não sabem como dói ter certeza de um sentimento, saber que há a possibilidade de dar certo, mas não poder tentar, porque não é o momento mais oportuno.
Fiquei infantilizada e caricaturada pelas minhas ações mal comedidas, fui me isolando de todo mundo, meu convívio social decaiu drasticamente, e uma grande parcela disso deve-se ao fato de estar sempre rolando nas bocas das matildes, como se eu fosse o único assunto do universo.
Fui me tornando individualista, um pouco ácida e sarcástica com os outros.Passei a não confiar em niguém, com excessão dela.Só nela eu confiava, e ainda confio.Cegamente.E isso não é exagero.
Mas antes de confiar tanto assim nela, tiveram fases nada boas.
Vou resumir a história pra que todos possam entender, já que é esporte da galera e o passatempo mais praticado por 80% da faculdade.
Afinal, já que é pra saber da minha vida, que saibam as coisas certas, pelo menos.Ou pelo menos que saibam da forma menos errada, porque esse é o meu ponto de vista.Garanto que ela tem o dela e pode ser muito parecido com o meu, mas não é igual.
Simples assim: o namoro estava indo bem, não era um mar-de-rosas, mas a gente tentava se entender, se ouvir.Eu nunca tive ciúmes de mulher nenhuma na vida, nem de amigos, nem de coisas, de nada.Mas dela eu senti - e muito!
E isso foi me consumindo.Comecei a ficar insegura, mas insegura pra valer.
Entramos num ritmo de casamento, eu praticamente me mudei pra casa dela, fiquei um mês e alguns dias dormindo e acordando do lado dela.A situação estava ótima, exatamente isso que eu queria: amar alguém, ficar quietinha dentro de casa e cultivar planos e sonhos, recheados de juras de amor megalomaníacas que talvez nunca se ralizassem, mas eu estava feliz.
Aliás, acho que foi o período mais feliz da minha vida.Tá certo que precisávamos fazer algumas coisas, aparar algumas arestas e ter algumas conversas pra acertar algumas coisas, mas eram só detalhes.No básico, repito, eu estava quase plenamente feliz.
E aí chegou o final do ano e tivemos que nos separar por 3 meses.Teoricamente não seria separação, porque eu realmente pretendia vê-la nesse período de tempo, mas não deu pra mim.
Fiquei em casa, com a minha família de velhos, onde todos, sem excessão, estão doentes e isso faz parecer como se eu fosse o pilar da salvação lá de casa, ainda mais por fazer faculdade ligada as área da saúde.Nunca me senti tão saudável na vida.
Não é reclamação, é uma constatação de fatos.
Aí veio o primeiro mês, e a paranóia começou a crescer na minha cabeça.Passava o dia todo no MSN, espreitando a entrada dela, contando os minutos pra conversar, tocar ela virtualmente (não pensem maldade, por favor) e assim passar alguns períodos de paz e também matar as saudades, que àquela altura já estavam imensas.
Eu quase não saía de casa, posso contar nos dedos as vezes que saí.Ficava mais preocupada em hipotetizar uma possível situação esdrúxula me utilizando por várias vezes ao dia do popular "e se...?" dela com alguém ou alguéns.
Enfim, começei um esforço fora do normal pra me fazer acreditar que ela já não me quria mais.E foi aí que tudo começou.Ou terminou.
Enchi tanto o saco dela, tão preocupada comigo mesma e com aquilo que ela poderia ou não estar fazendo, sentindo, etc...que cheguei ao ponto de pensar em terminar 5 vezes no mesmo dia com ela.
E idiotamente eu fui falar isso pra ela assim mesmo, curta e grossa.
Ela terminou.
E eu perdi o chão.
Babaca.Quem mandou?Sua complexadazinha de merda!Me foquei tanto em mim que esqueci de perguntar a ela como é que ela estava se sentindo.
E depois que caiu a ficha da boçalidade infeliz que eu tinha feito, começei um novo trabalho: tentar voltar.
A tentativa da volta foi pior executada ainda.Eu realmente sou uma imbecil.Só fiz cagadas.Me enfiei na vida dela, na casa dela, praticamente invadi a privacidade dela, forçando ela a conviver comigo, sem necessidade nenhuma.Queria (e na verdade ainda quero) uma chance.E quanto mais eu tantava, menor era a possibilidade, porque eu estava me vendendo pro meu próprio desespero.
Tornamos a nos ver, depois de terminadas, passados os 3 meses de distância.A saudade acabou falando mais alto, e o amor também.Ficamos terminando por 1 mês e pouco...Ninguém acreditava que nós fôssemos terminar mesmo.A gente era muito apaixonada, muito ligadas, nossos gostos muito parecidos, de roupas à livros, de músicas à time de futebol.
Bem, nada mudou ainda, porque é impossível o sentimento acabar de uma hora pra outra, mas...Juro que estou tentando me afastar o máximo que posso.
Nesse período de vai e vem, uma confusão minha, comigo mesma, eu entrei em depressão, saí, entrei de novo, tô tentando sair novamente, agredi ela verbalmente e já tive vontade de quebrar a casa toda.O pior que a casa não era minha, mas dela.
E como se já não bastasse, ainda tive coragem de expor toda a minha raiva e insegurança no meu blog.Que lúdico!
Por isso me culpo e é por isso que estou aqui, como uma imbecil, tentando me explicar pra dezenas de fofoqueiros coçadores de saco, porque ela leu, ela detestou, ficou magoada - e com toda razão -, e quando veio falar comigo eu já tinha me tocado das besteiras que eu escrevi, pedi que ela desconsiderasse, mas a merda já estava feita, então fiquei mais mal do que poderia ter ficado normalmente, numa situação atípica como essa.
Eu agora entendo, depois de muito apanhar de mim mesma, das situações que eu criei e das confusões em que eu me meti sozinha, que eu agi errado, fui estúpida por causa dos ciúmes, fui infantil e brutal por causa do desespero de querer ficar com ela a qualquer custo e fui uma boçal ao expor toda essa situação.
Só escrevo esse post pra tentar consertar a cagada homérica que eu produzi a algumas semanas atrás.
Ninguém vai ter paciência pra ler isso, mas se eu estivesse falando mal dela, concerteza teriam.
Só queria que ela entendesse que eu finalmente percebi que o amor não é uma jaula, mas um horizonte e que não faz sentido deixar alguma coisa crescer presa em um cláustro, isso é possessão e eu estava a possuindo, "tendo" ela e deixando de respeitá-la quanto pessoa por isso.
Agora já não sinto ciúmes, nem desconfio.Muito pelo contrário, confio muito mais do que nunca, porque aturara mim e as minhas burradas e ainda tentar me ajudar do jeito que as coisas estavam não é pra qualquer um não...Só gostando muito mesmo.
Eu não queria que NADA, ABSOLUTAMENTE NADA disso tivesse acontecido.
Mas...
Aconteceu.
E, se for pra ser, vai ser.
É só deixar o tempo correr.
Contanto que ela seja feliz, não importa com quem seja, pra mim tá ótimo.É bem verdade que eu preferia 1000 vezes que fosse comigo, mas se não for possível, só de saber que ela está bem e por perto já me ajuda a melhorar meu dia.
Aquela frase do John Lennon nunca fez tanto sentido pra mim quanto agora:
"Deixo as coisas que amo livres.
Se elas se forem, é porque nunca as tive.
Se elas voltarem, é porque as conquistei"
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Alone in the dark
Não é fácil resistir às dificuldades que a vida de impõe, ou que você mesmo se obriga a enfrentar. Dentro de um contexto atual ao qual me encontro - e obviamente ao qual me refiro - não dá pra definir melhor do que a frase-título do post.
Foram acontecendo coisas e mais coisas na minha vida em função de uma única pessoa, que não era nem da família, e tenho dúvidas agora de que se um dia se interessou tanto por mim quanto eu por ela.Sim, leitor, o problema é - e continua sendo para toda a humanidade - a porra do AMOR.
Por amor eu perdi a cabeça.Tive motivos pra desconfiar, peguei mentiras deslavadas, fatos destorcidos e uma enorme cara-de-pau de me dizer que eu estava enganada.Eu depositei muitas das minhas fichas nesse relacionamento, isso pra não dizer todas.E me decepcionei.
Até então, eu achava que a culpa tinha sido minha, que eu tinha destruído todo o relacionamento com ciúmes infundados que eu nunca tinha sentido antes por ninguém, uma desconfiança centrada no meu egoísmo, uma paranóia que me levou à depressão e logo depois me levou a atos quase ilícitos (é bom lembrar: eu disse QUASE, e eu não tentei roubar, nem matar ninguém além de mim mesma).
Estou numa fase negra, tentando me recuperar e me culpando por tudo o que aconteceu, não importando o que de fato tenha acontecido.
Parei de fumar, parei de beber, fechei meu corpo pros prazeres da carne (é, eu não fodo mais...), me afastei de 95% das pessoas do meu ciclo social, venho buscando ajuda espiritual e profissional pra esse meu aparente desequilíbrio emocional.Até agora não descobri como tudo isso pode vir a me ajudar de fato, e nem tenho certeza se vai funcionar, mas tenho que tentar.
Tudo começou nas férias, depois de 3 meses afastada da minha namorada, até então.Tive alguns motivos pra desconfiar dela, ela era (e ainda é) muito fechada, o que implicou em problemas na comunicação, e eu comecei a desenvolver uma paranóia gigantesca.
Pode ser que eu estivesse certa o tempo todo, pode ser que todas as traições tenham acontecido, mas eu não tinha o direito de cobrar nada.E existem mais caralhões de motivos pra que eu não me importasse com isso, mas não vale a pena discuti-los aqui agora.Eu estava completamente insegura, e pelo que me parece, ela também.
O fato é que terminamos no meio das férias, e eu fiquei ainda mais perdida.Mais e mais eu me sentia "alone in the dark".
As aulas recomeçaram e então ela estava fugindo de qualquer conversa, de mim, de nós, de tudo.
Conversamos, por fim, e terminamos...Mas eu sentia saudades do corpo, dos abraços, dos beijos, do calor, do sexo...Tínhamos que ter uma despedida.E assim se deu, uma despedida de um mês e meio.
Estávamos ficando, ficamos ficando por esse período, e eu não conseguia conversar abertamente com ela.E até hoje não consigo.Não que eu esteja mentindo, mas é porque sei que ela mentiu e antes de qualquer coisa, ignorando as mentiras, eu sinto que ela não é 100% verdadeira comigo.Tem algo que eu não sei, alguma coisa que me foi omitida.E ninguém que esteja lendo isso tem dimensão do quanto isso me incomoda.E foram coisas bobas, idiotas, que não tem nada a ver com o final do namoro, mas que mesmo assim, me machucaram e me fizeram desconfiar muito de muitas atitudes posteriores.
Ela determinou que não ficaríamos mais por caralhões de motivos diferentes...e nenhum deles me convenceu.Continuo pensando que ela na verdade só queria me afastar por um motivo externo ao qual eu desconheço.
Sei que eu venho sofrendo bastante e por conta disso já fui parar no hospital e até fui expulsa de casa.OK, quem quis descontar a raiva, a frustração, a decepção, a angústia e a tristeza no álcool, no fumo, na noite, fui eu.Isso me faz a maior errada e culpada por ter me dado tão mal assim.Mas o que incomoda é que existe muita coisa que me foi escondida.E eu continuo perdida.
Não sei as reais intenções dela...
Não sei de mais nada...
Só sei que a minha visão mudou, meu jeito mudou, continuo triste e a angústia ainda dói e fica remoendo no meu peito.
A amizade talvez fique, embora eu não tenha certeza disso.
O amor que eu sinto vai ficar ainda um pouco mais.E tenho dúvidas se isso vai ser totalmente esquecido um dia.
Me sinto usada pelas últimas vezes que ficamos juntas, me sinto idiota pelo meu malabarismo de fazer tudo que estivesse ao meu alcance pra ficarmos bem, tudo pra agradar a ela, as conversas...e eu sempre via uma resistência de querer fazer tudo ficar bem, de dar certo.
Terminaram comigo, porque eu estava insegura, porque ela também estava insegura, talvez.Ela não parece sofrer tanto quanto eu, e se está no mesmo sofrimento, tem se mostrado uma pedra.
Eu a amei exponencialmente mais a cada dia que passava, e continuo amando, de uma forma meio desengonçada.Ela diz que me ama também, e é aí que faz menos sentido ainda essa coisa toda.Se nos amamos tanto, porque eu me vejo fazendo de tudo pra dar certo, realizando todas as vontades e me esforçando o máximo que posso pra melhorar e vejo nela um esforço absurdo pra deixar tudo como está, ela faz força pra ficar longe, pra dar errado, pra acabar de vez com toda a nossa história, enquanto eu olho nos olhos dela e vejo o quanto não queria estar fazendo isso.
O que me confunde e me desespera é saber que aquilo que os lábios dela dizem é justamente o oposto do que o corpo dela pede, do que a alma dela sente e o coração dela fala.
Pode não ser amor, pode nunca ter sido, e não faz diferença de não for, porque eu sei que algum sentimento existe.O que me revolta certas vezes é uma ingenuidade quase primitiva, infantil, em relação àquilo que está na frente dos olhos abertos dela que ela se recusa a enxergar.Tanto pro bem, quanto pro mal.
Tem várias pessoas, inclusive meninos, querendo se aproveitar dela, espalhando fofocas e boatos na faculdade (boatos são coisas as quais ela sempre deu a maior importância quando envolviam meu nome e o dela, ou nosso relacionamento).Essas pessoas se põem ao lado dela, fingindo uma amizade, e na verdade é a mais pura falsidade, uma manipulação suja.Isso me irrita, porque pra mim e outras pessoas próximas é nítido, mas só ela não vê.
Assim como ela tem a oportunidade de ser feliz comigo, e isso é uma coisa que eu sei que posso fazer e que provavelmente faria, sem qualquer modéstia.Mas recusa.Tem medo.Foge.
Eu não sou a melhor pessoa pra criticar as fugas dela, porque também tenho fugido da vida, mas tem horas que tentar acreditar num sonho e lutar por ele sem ver o mínimo de resultado e todo o seu esforço sendo desperdiçado cansa.
Tem momentos em que eu canso.Mas canso mesmo.
Mas também canso de fugir.
Ouvi essa semana de um amigo que um “NÃO” não significa um “PARE”, mas sim um “CONTINUE TENTANDO”.
Recebi muitos “nãos” da vida até o momento, e esse é mais um deles.
Tenho que avaliar se continuar tentando com ela vale a pena.
Uma coisa é fato: preciso parar de me esquecer pra ficar sublimando ela, como se ela fosse uma diva, uma deusa intocável, uma musa vaporosa, ou algo do gênero.
Ela é de carne-e-osso, errou muito comigo, eu dei uma chance, eu errei com ela, e ela não quer dar uma chance.O que me ensina que na vida a gente nunca pode contar com a 2ª chance, porque normalmente ela não existe.A 2ª chance é um privilégio.Nesse caso eu acho injustiça, porque nenhuma justificativa dela faz realmente sentido pra mim, exceto a questão familiar (que, diga-se de passagem, tem solução.Mas aí vai da vontade dela buscar essa solução ou não).
Eu estaria(ei) ao lado dela sempre que possível for, mas eu não posso fazer milagres e não posso carregar tudo nas costas sozinha.
Me doei demais, mais do que eu podia, esqueci de mim, mas não me esqueci dela um segundo sequer.Tá mais do que na hora disso acabar, até porque ela mesma me disse que é impossível alguém me amar se eu não me amasse em 1º lugar.Não é que esteja errado, muito pelo contrário, está certíssimo!
Mas, convenhamos...Ouvir isso da boca da pessoa que você ama, que você quer conquistar, a pessoa a qual você sonhou, você convive(eu) por um longo tempo, a que mais significou na sua vida, a mais especial...é FODA.
É basicamente um desestímulo, tipo: “Ô sua idiota, se manca e pára de tentar consertar o que não tem mais jeito.Eu não te amo mais, porra!Me deixa em paz e segue a sua vida!”
E é aí que a dor no peito volta.
Não, tô longe de infartar ainda...Mas é a agonia, a angústia de saber que eu não sou correspondida mais, e que ela ta muito melhor do que eu, que eu to dando murro em ponta de faca...essas coisas e mais outros milhares de clichês que designam uma pessoa teimosa, cega e ainda muito apaixonada por uma outra que não está na mesma sintonia já a algum tempo.
Por uma questão de vergonha na cara, eu parei com tudo.
Parei MESMO.Ou, pelo menos, estou progredindo consideravelmente.
E daí que só restou essa frase: alone in the dark.
Foram acontecendo coisas e mais coisas na minha vida em função de uma única pessoa, que não era nem da família, e tenho dúvidas agora de que se um dia se interessou tanto por mim quanto eu por ela.Sim, leitor, o problema é - e continua sendo para toda a humanidade - a porra do AMOR.
Por amor eu perdi a cabeça.Tive motivos pra desconfiar, peguei mentiras deslavadas, fatos destorcidos e uma enorme cara-de-pau de me dizer que eu estava enganada.Eu depositei muitas das minhas fichas nesse relacionamento, isso pra não dizer todas.E me decepcionei.
Até então, eu achava que a culpa tinha sido minha, que eu tinha destruído todo o relacionamento com ciúmes infundados que eu nunca tinha sentido antes por ninguém, uma desconfiança centrada no meu egoísmo, uma paranóia que me levou à depressão e logo depois me levou a atos quase ilícitos (é bom lembrar: eu disse QUASE, e eu não tentei roubar, nem matar ninguém além de mim mesma).
Estou numa fase negra, tentando me recuperar e me culpando por tudo o que aconteceu, não importando o que de fato tenha acontecido.
Parei de fumar, parei de beber, fechei meu corpo pros prazeres da carne (é, eu não fodo mais...), me afastei de 95% das pessoas do meu ciclo social, venho buscando ajuda espiritual e profissional pra esse meu aparente desequilíbrio emocional.Até agora não descobri como tudo isso pode vir a me ajudar de fato, e nem tenho certeza se vai funcionar, mas tenho que tentar.
Tudo começou nas férias, depois de 3 meses afastada da minha namorada, até então.Tive alguns motivos pra desconfiar dela, ela era (e ainda é) muito fechada, o que implicou em problemas na comunicação, e eu comecei a desenvolver uma paranóia gigantesca.
Pode ser que eu estivesse certa o tempo todo, pode ser que todas as traições tenham acontecido, mas eu não tinha o direito de cobrar nada.E existem mais caralhões de motivos pra que eu não me importasse com isso, mas não vale a pena discuti-los aqui agora.Eu estava completamente insegura, e pelo que me parece, ela também.
O fato é que terminamos no meio das férias, e eu fiquei ainda mais perdida.Mais e mais eu me sentia "alone in the dark".
As aulas recomeçaram e então ela estava fugindo de qualquer conversa, de mim, de nós, de tudo.
Conversamos, por fim, e terminamos...Mas eu sentia saudades do corpo, dos abraços, dos beijos, do calor, do sexo...Tínhamos que ter uma despedida.E assim se deu, uma despedida de um mês e meio.
Estávamos ficando, ficamos ficando por esse período, e eu não conseguia conversar abertamente com ela.E até hoje não consigo.Não que eu esteja mentindo, mas é porque sei que ela mentiu e antes de qualquer coisa, ignorando as mentiras, eu sinto que ela não é 100% verdadeira comigo.Tem algo que eu não sei, alguma coisa que me foi omitida.E ninguém que esteja lendo isso tem dimensão do quanto isso me incomoda.E foram coisas bobas, idiotas, que não tem nada a ver com o final do namoro, mas que mesmo assim, me machucaram e me fizeram desconfiar muito de muitas atitudes posteriores.
Ela determinou que não ficaríamos mais por caralhões de motivos diferentes...e nenhum deles me convenceu.Continuo pensando que ela na verdade só queria me afastar por um motivo externo ao qual eu desconheço.
Sei que eu venho sofrendo bastante e por conta disso já fui parar no hospital e até fui expulsa de casa.OK, quem quis descontar a raiva, a frustração, a decepção, a angústia e a tristeza no álcool, no fumo, na noite, fui eu.Isso me faz a maior errada e culpada por ter me dado tão mal assim.Mas o que incomoda é que existe muita coisa que me foi escondida.E eu continuo perdida.
Não sei as reais intenções dela...
Não sei de mais nada...
Só sei que a minha visão mudou, meu jeito mudou, continuo triste e a angústia ainda dói e fica remoendo no meu peito.
A amizade talvez fique, embora eu não tenha certeza disso.
O amor que eu sinto vai ficar ainda um pouco mais.E tenho dúvidas se isso vai ser totalmente esquecido um dia.
Me sinto usada pelas últimas vezes que ficamos juntas, me sinto idiota pelo meu malabarismo de fazer tudo que estivesse ao meu alcance pra ficarmos bem, tudo pra agradar a ela, as conversas...e eu sempre via uma resistência de querer fazer tudo ficar bem, de dar certo.
Terminaram comigo, porque eu estava insegura, porque ela também estava insegura, talvez.Ela não parece sofrer tanto quanto eu, e se está no mesmo sofrimento, tem se mostrado uma pedra.
Eu a amei exponencialmente mais a cada dia que passava, e continuo amando, de uma forma meio desengonçada.Ela diz que me ama também, e é aí que faz menos sentido ainda essa coisa toda.Se nos amamos tanto, porque eu me vejo fazendo de tudo pra dar certo, realizando todas as vontades e me esforçando o máximo que posso pra melhorar e vejo nela um esforço absurdo pra deixar tudo como está, ela faz força pra ficar longe, pra dar errado, pra acabar de vez com toda a nossa história, enquanto eu olho nos olhos dela e vejo o quanto não queria estar fazendo isso.
O que me confunde e me desespera é saber que aquilo que os lábios dela dizem é justamente o oposto do que o corpo dela pede, do que a alma dela sente e o coração dela fala.
Pode não ser amor, pode nunca ter sido, e não faz diferença de não for, porque eu sei que algum sentimento existe.O que me revolta certas vezes é uma ingenuidade quase primitiva, infantil, em relação àquilo que está na frente dos olhos abertos dela que ela se recusa a enxergar.Tanto pro bem, quanto pro mal.
Tem várias pessoas, inclusive meninos, querendo se aproveitar dela, espalhando fofocas e boatos na faculdade (boatos são coisas as quais ela sempre deu a maior importância quando envolviam meu nome e o dela, ou nosso relacionamento).Essas pessoas se põem ao lado dela, fingindo uma amizade, e na verdade é a mais pura falsidade, uma manipulação suja.Isso me irrita, porque pra mim e outras pessoas próximas é nítido, mas só ela não vê.
Assim como ela tem a oportunidade de ser feliz comigo, e isso é uma coisa que eu sei que posso fazer e que provavelmente faria, sem qualquer modéstia.Mas recusa.Tem medo.Foge.
Eu não sou a melhor pessoa pra criticar as fugas dela, porque também tenho fugido da vida, mas tem horas que tentar acreditar num sonho e lutar por ele sem ver o mínimo de resultado e todo o seu esforço sendo desperdiçado cansa.
Tem momentos em que eu canso.Mas canso mesmo.
Mas também canso de fugir.
Ouvi essa semana de um amigo que um “NÃO” não significa um “PARE”, mas sim um “CONTINUE TENTANDO”.
Recebi muitos “nãos” da vida até o momento, e esse é mais um deles.
Tenho que avaliar se continuar tentando com ela vale a pena.
Uma coisa é fato: preciso parar de me esquecer pra ficar sublimando ela, como se ela fosse uma diva, uma deusa intocável, uma musa vaporosa, ou algo do gênero.
Ela é de carne-e-osso, errou muito comigo, eu dei uma chance, eu errei com ela, e ela não quer dar uma chance.O que me ensina que na vida a gente nunca pode contar com a 2ª chance, porque normalmente ela não existe.A 2ª chance é um privilégio.Nesse caso eu acho injustiça, porque nenhuma justificativa dela faz realmente sentido pra mim, exceto a questão familiar (que, diga-se de passagem, tem solução.Mas aí vai da vontade dela buscar essa solução ou não).
Eu estaria(ei) ao lado dela sempre que possível for, mas eu não posso fazer milagres e não posso carregar tudo nas costas sozinha.
Me doei demais, mais do que eu podia, esqueci de mim, mas não me esqueci dela um segundo sequer.Tá mais do que na hora disso acabar, até porque ela mesma me disse que é impossível alguém me amar se eu não me amasse em 1º lugar.Não é que esteja errado, muito pelo contrário, está certíssimo!
Mas, convenhamos...Ouvir isso da boca da pessoa que você ama, que você quer conquistar, a pessoa a qual você sonhou, você convive(eu) por um longo tempo, a que mais significou na sua vida, a mais especial...é FODA.
É basicamente um desestímulo, tipo: “Ô sua idiota, se manca e pára de tentar consertar o que não tem mais jeito.Eu não te amo mais, porra!Me deixa em paz e segue a sua vida!”
E é aí que a dor no peito volta.
Não, tô longe de infartar ainda...Mas é a agonia, a angústia de saber que eu não sou correspondida mais, e que ela ta muito melhor do que eu, que eu to dando murro em ponta de faca...essas coisas e mais outros milhares de clichês que designam uma pessoa teimosa, cega e ainda muito apaixonada por uma outra que não está na mesma sintonia já a algum tempo.
Por uma questão de vergonha na cara, eu parei com tudo.
Parei MESMO.Ou, pelo menos, estou progredindo consideravelmente.
E daí que só restou essa frase: alone in the dark.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
DESCULPAS!!
Como meus caros leitores puderam perceber, eu ando meio sumida, calada, enfim...
Aconteceu o pior dos desastres: computador quebrado, laptop pra ser formatado.
Perdi meus textos todos, inclusive uma narrativa que estava pensando em colocar aqui no blog, que já posto em outro site, mas também foi tudo água abaixo.
Minha situação só vai se normalizar lá pro meio do ano, mas prometo tentar escrever com mais frequencia.Nem que isso me custe onerosas horas de lan house...hehehe.
Lamento muito essa tão chata situação, mas assino essa despedida comprometendo-me ao regresso!
Beijo a todos, paciência e novos textos estão vindo.
Aconteceu o pior dos desastres: computador quebrado, laptop pra ser formatado.
Perdi meus textos todos, inclusive uma narrativa que estava pensando em colocar aqui no blog, que já posto em outro site, mas também foi tudo água abaixo.
Minha situação só vai se normalizar lá pro meio do ano, mas prometo tentar escrever com mais frequencia.Nem que isso me custe onerosas horas de lan house...hehehe.
Lamento muito essa tão chata situação, mas assino essa despedida comprometendo-me ao regresso!
Beijo a todos, paciência e novos textos estão vindo.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Seu toque...nada mais.
Vaga vida,
Vagalumes,
Luz do Sol,
Solidão.
Ida,
Despedida,
Volta,
Revolta.
Saudade.
E de todo esse amor que me preenche o peito, apenas a certeza de um nome.
Que já me confundem as letras.
Só a dona do nome pelo qual meu coração pulsa pode reorganizá-las.
Só depende do seu toque.
Nada mais.
Vagalumes,
Luz do Sol,
Solidão.
Ida,
Despedida,
Volta,
Revolta.
Saudade.
E de todo esse amor que me preenche o peito, apenas a certeza de um nome.
Que já me confundem as letras.
Só a dona do nome pelo qual meu coração pulsa pode reorganizá-las.
Só depende do seu toque.
Nada mais.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Frases e Filmes.
Assistindo a "V for Vendetta - V de Vingança", um dos meus filmes favoritos, e mesmo antes de se tornar filme, já era uma das minhas HQ's favoritas, não pude deixar de me sentir extremamente feliz e até empolgada.
Digo empolgada porque o filme retrata uma realidade paralela que talvez venha a tornar-se nosso dia-a-dia futuro.
E a reação popular, impulsionados por um desejo anárquico que acabou brotando de uma repressão exagerada, é ainda mais incrível.
Mas, ainda assim, a frase de aprsentação de "V", ao encontrar Eve no beco e salvá-la, retoma uma peça de Sheakespeare, chamada Henrique VIII.
Por motivos óbvios o diálogo foi levemente alterado.Mas ainda assim, não perdeu em nada seu brilho.
Pra quem consegue decifrar o Inglês, espero que deliciem-se tanto quanto eu.Não traduzi, porque acredito que os textos, quando traduzidos, perdem boa parte da sua essência.
Peço que me perdoem por isso aqueles que não conhecem o idioma, mas não me atrevo a traduzir este trecho divino, porque não quero que o mesmo perca o seu brilho e sua poesia.
"Who?Who is but the form following the function of what and what I am is a man in a mask.But on this most auspicious of nights permit me then, in lieu of the more commonplace sobriquiet to sugest the character of this dramatis persona: "Voilà! In View, a humble Vaudevillian Veteran, cast Vicariously as both Victim and Villain by the Vicissitudes of Fate. This Visage, no mere Veneer of Vanity, is it Vestige of the Vox populi, now Vacant, Vanished, as the once Vital Voice of the Verisimilitude now Venerates what they once Vilified. However, this Valorous Visitation of a bygone Vexation, stands Vivified, and has Vowed to Vanquish these Venal and Virulent Vermin Van-guarding Vice and Vouchsafing the Violently Vicious and Voracious Violation of Volition. The only Veredict is Vengeance; a Vendetta, held as a Votive, not in Vain, for the Value and Veracity of such shall one day Vindicate the Vigilant and the Virtuous. Verily, this Vichyssoise of Verbiage Veers most Verbose Vis-à-Vis an introduction, and so let me simply add that it is my Very good honor to meet you and you may call me V" - V for vendetta.
E é por isso que identifico e me esbaldo verdadeiramente na beleza do Cinema, da Literatura, enfim...na tão falada, odiada, temida e mal compreendida por muitos, a Arte.
Digo empolgada porque o filme retrata uma realidade paralela que talvez venha a tornar-se nosso dia-a-dia futuro.
E a reação popular, impulsionados por um desejo anárquico que acabou brotando de uma repressão exagerada, é ainda mais incrível.
Mas, ainda assim, a frase de aprsentação de "V", ao encontrar Eve no beco e salvá-la, retoma uma peça de Sheakespeare, chamada Henrique VIII.
Por motivos óbvios o diálogo foi levemente alterado.Mas ainda assim, não perdeu em nada seu brilho.
Pra quem consegue decifrar o Inglês, espero que deliciem-se tanto quanto eu.Não traduzi, porque acredito que os textos, quando traduzidos, perdem boa parte da sua essência.
Peço que me perdoem por isso aqueles que não conhecem o idioma, mas não me atrevo a traduzir este trecho divino, porque não quero que o mesmo perca o seu brilho e sua poesia.
"Who?Who is but the form following the function of what and what I am is a man in a mask.But on this most auspicious of nights permit me then, in lieu of the more commonplace sobriquiet to sugest the character of this dramatis persona: "Voilà! In View, a humble Vaudevillian Veteran, cast Vicariously as both Victim and Villain by the Vicissitudes of Fate. This Visage, no mere Veneer of Vanity, is it Vestige of the Vox populi, now Vacant, Vanished, as the once Vital Voice of the Verisimilitude now Venerates what they once Vilified. However, this Valorous Visitation of a bygone Vexation, stands Vivified, and has Vowed to Vanquish these Venal and Virulent Vermin Van-guarding Vice and Vouchsafing the Violently Vicious and Voracious Violation of Volition. The only Veredict is Vengeance; a Vendetta, held as a Votive, not in Vain, for the Value and Veracity of such shall one day Vindicate the Vigilant and the Virtuous. Verily, this Vichyssoise of Verbiage Veers most Verbose Vis-à-Vis an introduction, and so let me simply add that it is my Very good honor to meet you and you may call me V" - V for vendetta.
E é por isso que identifico e me esbaldo verdadeiramente na beleza do Cinema, da Literatura, enfim...na tão falada, odiada, temida e mal compreendida por muitos, a Arte.
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