A ânsia de Roberta era inquestonável, pela forma como saiu do carro.Quase quase tranca Clarissa lá.
Foram ao apartamento de Clarissa, estava uma belíssima tarde.O porteiro estranhou, fatalmente contaria às vizinhas e vizinhos.Clarissa teria percebido se não estivesse tão absorvida pelos passos de Roberta, sempre a sua frente, sempre a guiá-la, e Roberta não via a hora de sair daquele elevador direto pro apartamento da única mulher, na verdade a única pessoa, que a teria tocado de forma tão densa, tão marcante. "Por que eu não fiquei com ela antes? Por que? Burra! Agora vai ser tudo mais difícil" pensava Roberta enquanto entrava às pressas no elevador, e esperava impaciente por Clarissa e depois, pronto, o botão pressionado do 4º andar se acente e a porta do elevador então se fecha, e a agonia diminui um pouco mais, na proporção em que a tensão aumenta.
Chegam ao andar, andam mais uns pasos, 402.
- As chaves... - Clarissa procura, quase desesperada, na bolsa de pano de sempre, quando sente Roberta a abraçando por trás, colocando a mão bem devagar em seus bolsos da frente do short e tirando de um deles o pequeno molho de chaves.
- Aqui. - respondeu Roberta, em um sussurro ao pé do ouvido de Clarissa, que a tinha arrepiado completamente.Roberta já tinha passado pelos esquecimentos de Clarissa muitas vezes e sabia que ela sempre colocava as chaves nos bolsos, e mesmo assim, nunca se lembrava.
Tomando as chaves em sua mão, Clarissa abriu rapidamente a porta daquele pequeno apartamento.Assim que abriu, Roberta entrou tão rápido que quando se deu conta, estava em sua frente, mas do lado de dentro, movendo para Clarissa aquele corpo levemente moreno contido em um vestido bege, aqueles cabelos cheirosos e ondulados tocando aqueles lábios lindos, carnudos, expressivos, como o belo par de redondos olhos castanhos que a fitavam com uma expressão de urgência.
Clarissa deixou seu corpo pesar e só ouviu o barulho da porta se fechando em suas costas, enquanto a mulher que lhe tirava toda a inspiração indo embora um dia, estava ali novamente.Se virava, com um ar felino, como quem combina sensualidade e perigo, olhando fixamente em seus olhos.Clarissa chegou a achar que estava enchergando em slow-motion, mas ainda tinha rapidez suficiente para trancar a porta e largar a bolsa de pano em qualquer lugar.
Roberta sorriu.Tinha sentido um frio na barriga por aquele momento, tinha o imaginado algumas vezes, nunca exatamente como estava acontecendo agora.Estava surpresa, anciosa, aflita, uma miscelânia de sentimentos que só instigavam mais o prazer dela sob a outra ali, que agora estava vindo em sua direção, arrancou o tênis, menos um passo, o outro pé, menos outro, aí só tinha um palmo de distância no meio daquele megnetismo todo.Roberta abandona suas chaves no chão e se joga nos braços de Clarissa, que corresponde.
Mãos na cintura, pescoço, carinhos no rosto, sorriso bobo, os olhos se perderam, tudo parecia inacreditável, um sonho.Tanta coisa pra dizer, mas nada deveria ser dito, ninguém deveria desmerecer aquele momento grande demais pra palavras.
Clarissa estava imersa no sentimento que vinha lhe percorrendo corpo afora, colocou as mãos por baixo do vestido, sentiu a calcinha pequena que Roberta costumava usar, permaneceu explorando aquele corpo familiar, levantando cada vez mais o vestido, até tirá-lo.Roberta se lançou em beijos no pescoço de Clarissa, colocando as mãos embaixo da camiseta, subindo, se desvencilhando do sutiã inútil, logo a blusa foi menos um obstáculo e o sutiã também facilmente removido.Clarissa foi levando o corpo de Roberta pra cama, e lá jogou a morena, que a olhava pedindo que aquela espera terminasse.Clarissa tirou o próprio short, junto com a calcinha, e nesse momento Roberta suspirou, porque percebeu a beleza daquele corpo novamente, aquela pele branquinha e macia, delicada como porcelana.
Naquele momento fechou os olhos e sentiu o corpo de Clarissa em cima do seu, lento, e sentiu o cheiro dela, e se percebeu molhada, quando a coxa dela encaixou-se no meio das suas pernas.Então beijaram-se perdidamente, como se o tempo não existisse mais, um beijo molhado com leves sugadas de lábio de Clarissa, e algumas chupadas de língua e mordidas leves de Roberta, querendo provocar mais.
Os beijos desceram para o pescoço, uma parte da numa, um poquinho do queixo, e desceram um pouco mais, e aí Clarissa sorveu o bico daqueles delicados mamilos e adorava ouvir a respiração de Roberta começando a ficar ofegante.Os seios de Roberta eram lindos, redondinhos, nem grandes demais, nem tão pequenos.Cabiam nas mãos de Clarissa e ela adorava pegá-los, enquanto chupava um, acariciava outro, e podia ouvir um ensaio de gemido vindo de Roberta.
Era hora de continuar descendo com os beijos, e assim foi.Beijando a barriga, o umbigo, e então a virilha...Nessa hora Clarissa sentou-se de frente para Roberta, encaixou as suas pernas nas dela e a levantou, fazendo com que o corpo das duas estivesse bem colado.Roberta entendeu o que Clarissa queria fazer, ela queria que as duas se sentissem mais, que gozassem juntas, olhando uma nos olhos da outra, as duas se estimulando, se provocando, matando as saudades das sensações dos desejos.
Assim, sentadas uma de frente pra outra os carinhos recomeçaram, e então Clarisse rompeu o silêncio:
- Você vai sumir de novo antes que eu perceba?
- Não dessa vez.
- Não quero me consumir de novo à toa.
- Não vai.
- Quero entender ainda o que aconteceu antes, pra você ter desistido, mas... Depois de terminar o que começamos.
- Hahaha...Certíssima!
Clarissa beijou Roberta com mais vontade ainda, e Roberta gostou de sentir a língua dela invadindo sua boca daquela maneira tão incisiva, como se disputasse com sua própria língua aquele espaço.
As duas passevam suas mãos pelo corpo da outra, um verdadeiro balé sensual.Até que se tocaram onde tanto esperavam, e sentiram-se molhadas, pela espera e pela vontade, mais molhadas do que imaginavam estar.
Os beijos tinham algo de apaixonados, mas um certo grau de necessidade, e seus toques pareceram mais delicados num primeiro momento...Mas Roberta não se deteve muito tempo massageando o clitóris de Clarissa, passou a penetrá-la com força, com vontade, e Clarissa se sentiu convidada a fazer o mesmo.
Elas gemiam, gritavam, se contorciam de prazer, tentavam manter suas bocas ocupadas, mas a sensação de prazer era tamanha que não conseguiam mais controlar seus corpos, os músculos começaram a enrijecer, a respiração mais ofegante, gemidos mais altos, mais finos, e suas mãos não paravam aquele ritmo frenético de entra e sai, gira, mexe, mais fundo, mais rápido, mais forte, e mais alguns minutos depois, acabaram por desfazerem-se em êxtase, finalmente.
Clarissa olhou nos olhos de Roberta, como quem admirasse a Monalisa ou qualquer obra de arte do mesmo porte.Roberta deitou, e trouxe o corpo de Clarissa pra junto do dela.
- Fazia tempo que não me sentia tão bem assim... - disse Roberta.
- Se te fez falta, por que então...
- Não foi culpa sua, foi minha.Eu não ia ter coragem pra assumir isso. - interrompeu Roberta.
- Por que, então, ficou comigo e me fez acreditar que ia dar certo? E se não tivéssemos nos visto na Livraria, você estaria aqui?
- Na verdade eu tinha passado na Livraria pra comprar alguma coisa pra você e depois vir te visitar.Tenho pensado muito no que aconteceu.E achei que se você percebesse isso provavelmente me acharia uma idiota.
- Roberta, a gente viveu coisas muito intensas em muito pouco tempo, eu sempre tive a impressão de que ficou alguma coisa.E você ainda não respondeu por quê não ficou comigo antes.
- Eu...Faltavam 3 semanas pro meu casamento.
Clarissa sentiu sua gargante se fechando.Aquela mulher ali se colocava como heterossexual e era casada.Cada vez mais via como seria impossível ficar com ela, que era uma tolice sem tamanho ficar alimentando esses sonhos.
- E por que me visitaria agora?Seu marido sabe disso?
- Não tenho um.
Aquilo soou como música nos ouvidos de Clarissa.
(continua)
terça-feira, 9 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Clarissa e Roberta
Clarissa abriu os olhos.O tic-tac do relógio chamou-os atenção, 6:30h. "Ainda! Ah, não! Vou voltar a dormir...".
Não consegiu, apesar de querer.Sonhou com Roberta, mais uma vez.E acordou na hora errada.E não conseguia dormir porque lembrava dela, só lembrava, e só queria encontrar aquela fantasia no mundo real, tê-la novamente em seus braços, presenteando seus mais profundos desejos.
De lembrá-la sentia seu corpo pegando fogo da cintura pra baixo.E aquelas borboletas no estômago, aquele arrepio...Era excitante de lembrar, imagine se pudesse fazer de novo, e de novo e mais uma vez...
Até que não queria mais se torturar com aquilo.Levantou-se, foi direto tomar um banho gelado.Demorou 10 minutos, se enrolou numa toalha e olhou seu conjugado.Se pudesse definí-lo em uma palavra seria caos.Nas últimas semanas não tinha tempo pra mais nada, por causa do trabalho por meio período, depois Faculdade, e mais uma tentativa de pesquisa pra construção de um artigo, que depois de 6 meses viraria monografia.
Era sábado, tinha todo tempo do mundo.Foi ver um programa qualquer na TV e tentar arrumar aquela zona.E, dessa forma, em 4 horas conseguiu colocar sua casa em ordem, sem perder nenhum papel da pesquisa.
Foi pra cozinha, fez um sanduíche com o que sobrou da limpa que fez na geladeira, tomou a última cerveja, sentou e foi se sentindo cansada...olhos a TV ligada, falando sozinha...Roberta de novo.Se resvalasse um segundo os olhos em qualquer morena, iria imaginar Roberta, invariavelmente.
- Inferno! Preciso sair.
Comeu rápido, tomou um novo banho, colocou um short jeans, um all star qualquer, uma camisetinha com seu cordão habitual, seu óculos de grau meio retrô, ajeitou os cabelos agora tingidos de ruivo, pela metade, com a raiz mais o mais preta que conseguiu fazer com a tinta que tinha comprado.Foi pegar as chaves.
- Peraí...o chaveiro...cadê?
Procurou muito...mas depois da arrumação, descobriu q se achava mais na sua própria bagunça.Depois de uns 10 minutos de procura, finalmente achou. Foi embora antes que esquecesse onde ficava a porta.
Já fora do prédio, foi andando pra livraria mais próxima.Queria se entupir de alguma coisa que preenchesse sua mente sem ser pesado.Um filme novo, ou um livro de leitura fácil pra imaginação correr frouxa.Entrou despretenciosamente, foi pra seção de Antropologia, quase que por instinto.Correu os olhos, parava em autores clássicos, outros mais modernos, mas então se deu conta que não queria ler pra estudar, queria um livro que a aliviasse, e não um que a deixasse mais inquieta ainda.Deu a volta, foi pra outra seção de literatura mais "água com açúcar", quase foi parar na auto-ajuda, mas recobrou o seu objetivo na mente. Pegou um título qualquer "Desculpa se te chamo de amor", foi ler a contra-capa, mas tomou um susto.
- Psiu! Clarissa!
Olhou pra trás.Era tudo que ela queria ver, mas que não precisava.
- Roberta... - e só conseguiu formar o nome da sua musa em fonética depois de alguns segundos de estupefação.
- Então...Fazendo o que de bom? - Roberta parecia feliz, estava linda, mas Clarissa era muito suspeita pra considerar isso.
- Eu...tava...Tentando sair um pouco das minhas pesquisas, queria me distrair com uma leitura qualquer. - tentava disfarçar, mas tinha um medo absurdo que Roberta percebesse sua angústia em não saber o que fazer.
- Mas tão cedo assim? Nem é meio-dia! - Roberta ria naturalmente, mas na verdade ficou excitada por descobrir Clarissa ali, do jeitinho como ela adorava, totalmente atrapalhada, desatenta, com um ar de sempre perdida.
- Pois é... - riu timidamente uma Clarissa com mãos suadas - Eu preciso deixar essa mania de leitura.
- E como está indo o artigo, falando nisso? - Roberta estava louca pra sair dali com Clarissa, mas tinha que se conter.
- Ah, eu tô quase acabando! Nem acredito...Passei quase 2 anos pra montar uma coisa que poderia ter demorado tão menos tempo! Mas o trabalho me toma muito tempo, e sabe como é... - Clarissa não queria mais falar sobre nada, queria se perder naqueles olhos, perder o ar naquele beijo, mas tinha que se controlar.
- Poxa, que bom! Pelo menos você tá no final, né? Por que a gente não almoça juntas e você me conta as novidades?
- Por mim, tudo bem...
Roberta foi dirigindo-se pra porta e Clarissa seguia atrás, sem livro, e com um sorriso de canto de boca, que deixava-a mais nervosa, e as mãos suadas ficavam geladas.
- Eu tô de carro, tá ali na outra calçada.
Roberta atravessou a rua na frente, foi entrando no carro e Clarissa com seu passo um pouco mais lento e mil olhadelas nos carros que não vinham na pista, até atravessar e também entrar com ela onde tinham se beijado pela primeira vez, a algum tempo atrás.
Roberta ligou o carro, foi colocar o cinto, e a mão dela deu com a de Clarisse, ao memso tempo, no mesmo gesto.Foi um segundo pecioso.Os olhos sabiam já o caminho pra se encontrar, e as duas sabiam que isso era forte demais pra controlar.
Foi instintivo.Roberta pegou as mãos de Clarissa, sabia que estariam suadas, e talvez geladas, e que por isso mesmo Clarissa se sentiria envergonhada, mas pegou com firmez, como fez da primeira vez.Já não lembrava mais do motivo de ter desistido de Clarissa, não sabia por que tinha inventado aquelas coisas de viagem, outra pessoa, arrependimento.
Em meio a tanto esquecimento, puxou Clarissa pra si um pouco mais, ela também não estava mais segurando aquele desejo latente em seus sonhos, sua imaginação, seus lábios...Se sentia quente, sentia medo de sobrar, de perder de novo.Mas precisava deslizar naquela tentação e se entregar, por fim, a algo que lhe consumia por tanto tempo.
- Eu moro aqui perto...A gente pode comer depois? - disse Clarissa antes que algo pudesse acontecer ali, e antes que pudesse se arrepender.
- Agora. - respondeu decididamente Roberta, já saindo do carro.
(continua)
Não consegiu, apesar de querer.Sonhou com Roberta, mais uma vez.E acordou na hora errada.E não conseguia dormir porque lembrava dela, só lembrava, e só queria encontrar aquela fantasia no mundo real, tê-la novamente em seus braços, presenteando seus mais profundos desejos.
De lembrá-la sentia seu corpo pegando fogo da cintura pra baixo.E aquelas borboletas no estômago, aquele arrepio...Era excitante de lembrar, imagine se pudesse fazer de novo, e de novo e mais uma vez...
Até que não queria mais se torturar com aquilo.Levantou-se, foi direto tomar um banho gelado.Demorou 10 minutos, se enrolou numa toalha e olhou seu conjugado.Se pudesse definí-lo em uma palavra seria caos.Nas últimas semanas não tinha tempo pra mais nada, por causa do trabalho por meio período, depois Faculdade, e mais uma tentativa de pesquisa pra construção de um artigo, que depois de 6 meses viraria monografia.
Era sábado, tinha todo tempo do mundo.Foi ver um programa qualquer na TV e tentar arrumar aquela zona.E, dessa forma, em 4 horas conseguiu colocar sua casa em ordem, sem perder nenhum papel da pesquisa.
Foi pra cozinha, fez um sanduíche com o que sobrou da limpa que fez na geladeira, tomou a última cerveja, sentou e foi se sentindo cansada...olhos a TV ligada, falando sozinha...Roberta de novo.Se resvalasse um segundo os olhos em qualquer morena, iria imaginar Roberta, invariavelmente.
- Inferno! Preciso sair.
Comeu rápido, tomou um novo banho, colocou um short jeans, um all star qualquer, uma camisetinha com seu cordão habitual, seu óculos de grau meio retrô, ajeitou os cabelos agora tingidos de ruivo, pela metade, com a raiz mais o mais preta que conseguiu fazer com a tinta que tinha comprado.Foi pegar as chaves.
- Peraí...o chaveiro...cadê?
Procurou muito...mas depois da arrumação, descobriu q se achava mais na sua própria bagunça.Depois de uns 10 minutos de procura, finalmente achou. Foi embora antes que esquecesse onde ficava a porta.
Já fora do prédio, foi andando pra livraria mais próxima.Queria se entupir de alguma coisa que preenchesse sua mente sem ser pesado.Um filme novo, ou um livro de leitura fácil pra imaginação correr frouxa.Entrou despretenciosamente, foi pra seção de Antropologia, quase que por instinto.Correu os olhos, parava em autores clássicos, outros mais modernos, mas então se deu conta que não queria ler pra estudar, queria um livro que a aliviasse, e não um que a deixasse mais inquieta ainda.Deu a volta, foi pra outra seção de literatura mais "água com açúcar", quase foi parar na auto-ajuda, mas recobrou o seu objetivo na mente. Pegou um título qualquer "Desculpa se te chamo de amor", foi ler a contra-capa, mas tomou um susto.
- Psiu! Clarissa!
Olhou pra trás.Era tudo que ela queria ver, mas que não precisava.
- Roberta... - e só conseguiu formar o nome da sua musa em fonética depois de alguns segundos de estupefação.
- Então...Fazendo o que de bom? - Roberta parecia feliz, estava linda, mas Clarissa era muito suspeita pra considerar isso.
- Eu...tava...Tentando sair um pouco das minhas pesquisas, queria me distrair com uma leitura qualquer. - tentava disfarçar, mas tinha um medo absurdo que Roberta percebesse sua angústia em não saber o que fazer.
- Mas tão cedo assim? Nem é meio-dia! - Roberta ria naturalmente, mas na verdade ficou excitada por descobrir Clarissa ali, do jeitinho como ela adorava, totalmente atrapalhada, desatenta, com um ar de sempre perdida.
- Pois é... - riu timidamente uma Clarissa com mãos suadas - Eu preciso deixar essa mania de leitura.
- E como está indo o artigo, falando nisso? - Roberta estava louca pra sair dali com Clarissa, mas tinha que se conter.
- Ah, eu tô quase acabando! Nem acredito...Passei quase 2 anos pra montar uma coisa que poderia ter demorado tão menos tempo! Mas o trabalho me toma muito tempo, e sabe como é... - Clarissa não queria mais falar sobre nada, queria se perder naqueles olhos, perder o ar naquele beijo, mas tinha que se controlar.
- Poxa, que bom! Pelo menos você tá no final, né? Por que a gente não almoça juntas e você me conta as novidades?
- Por mim, tudo bem...
Roberta foi dirigindo-se pra porta e Clarissa seguia atrás, sem livro, e com um sorriso de canto de boca, que deixava-a mais nervosa, e as mãos suadas ficavam geladas.
- Eu tô de carro, tá ali na outra calçada.
Roberta atravessou a rua na frente, foi entrando no carro e Clarissa com seu passo um pouco mais lento e mil olhadelas nos carros que não vinham na pista, até atravessar e também entrar com ela onde tinham se beijado pela primeira vez, a algum tempo atrás.
Roberta ligou o carro, foi colocar o cinto, e a mão dela deu com a de Clarisse, ao memso tempo, no mesmo gesto.Foi um segundo pecioso.Os olhos sabiam já o caminho pra se encontrar, e as duas sabiam que isso era forte demais pra controlar.
Foi instintivo.Roberta pegou as mãos de Clarissa, sabia que estariam suadas, e talvez geladas, e que por isso mesmo Clarissa se sentiria envergonhada, mas pegou com firmez, como fez da primeira vez.Já não lembrava mais do motivo de ter desistido de Clarissa, não sabia por que tinha inventado aquelas coisas de viagem, outra pessoa, arrependimento.
Em meio a tanto esquecimento, puxou Clarissa pra si um pouco mais, ela também não estava mais segurando aquele desejo latente em seus sonhos, sua imaginação, seus lábios...Se sentia quente, sentia medo de sobrar, de perder de novo.Mas precisava deslizar naquela tentação e se entregar, por fim, a algo que lhe consumia por tanto tempo.
- Eu moro aqui perto...A gente pode comer depois? - disse Clarissa antes que algo pudesse acontecer ali, e antes que pudesse se arrepender.
- Agora. - respondeu decididamente Roberta, já saindo do carro.
(continua)
sábado, 18 de setembro de 2010
Lara, Lara...
Pra quem não sabe (e também pra não gerar maiores especulações), Lara era uma amiga muito próxima, onde sempre, em nossas conversas, surgiam frases lindas, versos incríveis, enfim, pura inspiração. Ela adorava a palavra e eu também, eram sempre inspiradoras nossas conversas...
Tem um bom tempo que nos falamos... Anos!
Da última vez que conversamos, ela estava grávida...O filho dela deve estar enorme agora! rs
E, num momento "revival", cheirando a naftalina, como blusa da bisavó guardada no guarda-roupa desde o casamento da sua mãe, lembrei de algumas conversas anotadas e, achei por bem colocá-las publicamente aqui.
Quem sabe ela não lê e por acaso nos achamos, encontramos e conversamos, como fazíamos aos 15, 16 anos?
Para Lara:
Tens a força que eu nunca atingirei...
Tens a dor...
Tens a frieza de teus passos...
Falas com voz aveludada palavras que ferem, mas ambas anulam-se.
És ridícula e inabalável.
Inalcansalvelmente sonhadora
Para mim:
Te perdes nas palavras, tuas, somente tuas
Também eu me perco nelas - embora em nada me perca
E em ti - embora jamais te tenha encontrado
Admiras e repudias - somos, nisso, iguais
Me decifras, como ninguém
Justamente porque não me ousas decifrar
Tens sonhos... de parte deles, corta, porém, as asas - sorumbatismo em tesoura
És intensidade
Surrealismo
- Intensa e sutil
Para Lara:
Uma vez achei que te podia olhar nos olhos,
Uma vez achei que até podia provar de teu amargo féu,
Deixei de pensar e quando vi eu já o tinhas.
Foges tanto que acabo por encontar-te!
És meus espelho e toda minha dor está em ti,
Portanto sangre por mim, Deusa Vaporosa!
As boas aventuranças foram-se com o vento
E eu aqui estou, novamente, á deriva.
Desiludida e insanamente alegre.
Não preciso de ajuda para saber que estou presa aqui, mas logo minhas asas cicatrizarão e eu poderei voar livremente pra fora deste maldito poço
Logicamente que o conteúdo está completamente gótico. Paciência, era assim como eu era na adolescência. Boba, sonhadora e gótica. rs
Fico por aqui, lamentando muito pela demora na escrita.
Tem um bom tempo que nos falamos... Anos!
Da última vez que conversamos, ela estava grávida...O filho dela deve estar enorme agora! rs
E, num momento "revival", cheirando a naftalina, como blusa da bisavó guardada no guarda-roupa desde o casamento da sua mãe, lembrei de algumas conversas anotadas e, achei por bem colocá-las publicamente aqui.
Quem sabe ela não lê e por acaso nos achamos, encontramos e conversamos, como fazíamos aos 15, 16 anos?
Para Lara:
Tens a força que eu nunca atingirei...
Tens a dor...
Tens a frieza de teus passos...
Falas com voz aveludada palavras que ferem, mas ambas anulam-se.
És ridícula e inabalável.
Inalcansalvelmente sonhadora
Para mim:
Te perdes nas palavras, tuas, somente tuas
Também eu me perco nelas - embora em nada me perca
E em ti - embora jamais te tenha encontrado
Admiras e repudias - somos, nisso, iguais
Me decifras, como ninguém
Justamente porque não me ousas decifrar
Tens sonhos... de parte deles, corta, porém, as asas - sorumbatismo em tesoura
És intensidade
Surrealismo
- Intensa e sutil
Para Lara:
Uma vez achei que te podia olhar nos olhos,
Uma vez achei que até podia provar de teu amargo féu,
Deixei de pensar e quando vi eu já o tinhas.
Foges tanto que acabo por encontar-te!
És meus espelho e toda minha dor está em ti,
Portanto sangre por mim, Deusa Vaporosa!
As boas aventuranças foram-se com o vento
E eu aqui estou, novamente, á deriva.
Desiludida e insanamente alegre.
Não preciso de ajuda para saber que estou presa aqui, mas logo minhas asas cicatrizarão e eu poderei voar livremente pra fora deste maldito poço
Logicamente que o conteúdo está completamente gótico. Paciência, era assim como eu era na adolescência. Boba, sonhadora e gótica. rs
Fico por aqui, lamentando muito pela demora na escrita.
A UFF DECIDIU QUE NÓS NÃO VAMOS PAGAR NADA!
Entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro, a Universidade Federal Fluminense teve oportunidade de presenciar um momento bastante interessante e importante também: um plebiscito, que fez parte do processo estatuinte da universidade, teve voto universal e decidiu sobre a gratuidade na instituição. Muita gente se perguntou do porquê disso, afinal, a UFF é federal, pública e gratuita certo? Bom, não é bem assim que as coisas funcionam... Atualmente, a UFF abriga mais de 150 cursos de pós graduação pagos: que utilizam espaço e recursos da universidade, com professores concursados – muitos de dedicação exclusiva -, e cobram mensalidades que podem chegar até 1.500 reais. Além da cobrança, esses cursos representam um foco de corrupção: não há prestação de contas – motivo pelo qual a universidade vem sendo investigada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas da União – e são administrados pela FEC, que é uma fundação de apoio que não precisa fazer licitações ou dar maiores satisfações de como gerencia o seu dinheiro.
Como fez parte da reformulação do Estatuto – processo que já se prolonga há 12 anos, e decidiu levar as divergências à voto da comunidade – a decisão era entre duas propostas de texto, um elaborado pela Comissão Estatuinte que previa a gratuidade do ensino em todos os níves e sob responsabilidade da União; e outro apresentado pela Comissão de Sistematização do Conselho Universitário, que garantia a gratuidade apenas para os cursos de graduação e pós graduação scrito sensu, excluindo dessa forma as pós lato sensu. O plebiscito movimentou a universidade: muitos estudantes, professores e servidores usaram adesivos pela gratuidade, com o porquinho rosa que se tornou o mascote da campanha, e colaboraram divulgando através de redes sociais como o twitter. O pleito teve um total de 13.248 votos válidos – mais que a última eleição para reitor -, o resultado das urnas, apuradas durante todo o dia 4 de setembro na quadra da Faculdade de Direito, apenas comprovou o que clima já indicava: com 86,7% dos votos no Sim, a comunidade acadêmica decidiu por uma UFF 100% gratuita.
Como fez parte da reformulação do Estatuto – processo que já se prolonga há 12 anos, e decidiu levar as divergências à voto da comunidade – a decisão era entre duas propostas de texto, um elaborado pela Comissão Estatuinte que previa a gratuidade do ensino em todos os níves e sob responsabilidade da União; e outro apresentado pela Comissão de Sistematização do Conselho Universitário, que garantia a gratuidade apenas para os cursos de graduação e pós graduação scrito sensu, excluindo dessa forma as pós lato sensu. O plebiscito movimentou a universidade: muitos estudantes, professores e servidores usaram adesivos pela gratuidade, com o porquinho rosa que se tornou o mascote da campanha, e colaboraram divulgando através de redes sociais como o twitter. O pleito teve um total de 13.248 votos válidos – mais que a última eleição para reitor -, o resultado das urnas, apuradas durante todo o dia 4 de setembro na quadra da Faculdade de Direito, apenas comprovou o que clima já indicava: com 86,7% dos votos no Sim, a comunidade acadêmica decidiu por uma UFF 100% gratuita.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Ida e vinda
Não queria fazer um post-confissão aqui.
Então poetizando tudo fica mais agradável e menos piegas.
Na verdade, lembrei que tinha salvo um veeeelho e-mail, que agora vejo que acaba por tornar-se relíquia.
Quem me mandou já nem lembra mais de mim, e infelizmente não posso afirmar que a recíproca não é verdadeira.
Enfim, continuando o assunto, é uma música, que me foi mandada como pedido de fuga, que eu obviamente quis negar e não entender. Mas que hoje me faz falta, me causa uma certa comoção.
Nada ruim, não é exatamente um arrependimento.
Mas seria tão bom se eu tivesse entendido tudo como deveria ser...Seria bom se eu realmente tivesse sido compreensiva, carinhosa e menos ciumenta...
A gente aprende, o tempo passa, a vida segue...
E tudo vai tomando outras formas, os pensamentos mudam, o caráter se amolda, como ferro quente e bigorna. Nunca sem dor, sem sofrimento ou sem perdas.
Uma vida fácil, uma luta sem riscos, é uma vitória sem glória.
E, as duras penas, eu aprendi que tem que ser assim. As coisas são como devem ser. A gente não pode se acomodar, temos que viver, lutar pelo que a gente acredita, não deixar os sonhos envelhecerem, mas as dificuldades existem, e isso faz com que a cada conquista o sentido da mesma seja salientado por todos os percausos anteriores passados.
Enfim...
Adoro viver.
Mas tb adoro lembrar.
E sendo assim, pra conhecimento alheio e deleite de minhas memórias agradáveis (agora, pq na época não foram, pq eu não deixei que fossem), a música:
A Seta e o Alvo
composição: paulinho moska e nilo romero
Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso,
E você de azar ou sorte.
Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "te amo!"
E você só acredita quando eu juro.
Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.
Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?
Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Então me diz qul é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?
domingo, 27 de junho de 2010
Arrefecimento
Tive um relacionamento incrível quando ainda fazia odontologia.
Foi concerteza o mais intenso, insano e profundo.
O mais doce, e tb o mais amargo.
O mais rápido e o mais inesquecível.
Onde eu errei mais e pior e acertei menos e não tão bem assim.
Ficamos, e uma semana depois namoramos, depois quase casamos...e Isso tudo durou uns 5 meses...Aí as férias vieram e tudo se acabou.
Mas eu insisti, e...Não deu certo.
Forcei demais.
Enfim...
O tempo passou...Tem um ano quase.
Eu ainda lembro das coisas que a gente viveu, do que a gente falou, das músicas, do clip do gatinho de 7 vidas (e acho q ela dignamente chegou na 7ª agora, e só agora eu tb percebo como ela se sacrificou por mim), lembro tb do "homi" que pulou pela janela do apto dela e eu não quis acreditar pq a gente tava dormindinho no quarto. Lembrei no livro q ela me emprestou que falava de Literatura Russa abessa, e tb me apresentou Liliana...A peculiar Liliana que eu enchergava nela, e que eu nunca vou conseguir esquecer.Lembrei dos cafés de tarde, da primeira vez q alguém saiu comigo pra jantar na vida, lembrei doa filmes, das comidas loucas no meio da madrugada que tinham um gosto horroroso. Lembro de ver MTV o tempo todo (e até hoje sinto o cheiro dela, do sofá, e a casa de modo geral se assisto a uma vinheta da MTV).Lembrei das noites sem dormir, da matéria que se acumulava pra gente estudar e da nossa negligência nada salutar.Lembrei dela falanado "u-hum!" pra tuuudo, ou então "boniito, boniiito"...Me dava nos nervos, mas eu adorava, tanto que hoje em dia é meu vício de linguagem favorito.
Lembrei do único e último filme juntas: "quem quer ser um milionário". Lembro dos olhos dela cheios de lágrimas, gritando pra que eu nçao fosse mais atrás dela...e meus ouvidos surdos.
Lembrei de como eu ficava sem jeito com ela, lembrei tb de quando eu tirei a copia da chave e limpei todo o apto, e ela chegou sem entender nada.
Lembro do frio que era de manhã, e a preguiça dagente de ir pra mais uma aula chata, podendo fazer nada juntas, ali.
Lembrei de quando eu pegava a camera dela e ficava tirando fotos e fotos, e vídeos toscos, e daí surgiu o "ninguém pode saberrrrr".
Lembrei da caixinha cinza, de ouvir "porcooona" e responder "leitoooooa" e depois rir, lembrei dos perfumes dela, da bagunça que era dentro do armário (e fora também).
Lembrei das pulseiras, que se arrebentaram, como quem quisesse dar um sinal do que ia acontecer.
Lembrei de quando todo mundo soube...
Lembrei de quando todo mundo começou a falar...
E comecei a lembrar das coisas ruins...
Lembrei da primeira briga com ela...e da primeira por ela.
Lembrei de coisas que ela nem sabe.
Lembrei do ciúme incontido que eu sentia dela, e quanto mais ciume, mais ela se afastava, mais eu prendia, mais ela ia embora...
Lembro até hoje de dois dias: O dia que ela conheceu o Yann, e ficou muito bêbada e fez besteira, na minha frente, na rua; e o dia em que eu bebi pouco, mas fiz uma besteira maior ainda, em casa mesmo, mas que me fez chegar definitivamente no limbo, na falta de razão, na torpice mor que eu jamais imaginei chegar. Foi a primeira vez que tinha sido cruel assim, a primeira e última vez, e acho que nunca vou conseguir nem esquecer, nem me perdoar por isso.
Nos dois dias, eu era um bicho, irracional, frio, repleto de ódio por dentro, um ódio que queimava, que cegava, que me colocava um antolhos e não me permitia ser eu.
Mas, o tempo passou...
E eis que vejo uma declaração de amor mais do que linda no profile do abrigo atual dela, a pessoa onde a paz dela mora e onde ela reside no abraço:
" Ab imo pectore, ab imo cordeAh, se nos dias em que chorei desilusões,Conhecesse ou suspeitasse o que me aguardava!Choraria? Provavelmente! Todavia sem tristeza pelo fim,Mas com alegria de uma nova etapa. Afinal não foi fim, foi transição.Não foi sofrimento, foi aprendizado.Não foi amor, foi preparo.Não foi frustração, foi dever cumprido.Mas se soubesse que tudo se resumia nisso...Ah, tudo teria sido mais fácil! Hum... E tedioso?E se soubesse que hoje estaria como me encontro?É, não seria bom. Acabaria por desejar pular etapas.E quão sem graça seria não ter como presenteA surpresa daquele quase primeiro beijo inesperado. Foi a procura de Gêmeos, no céu da serra fluminenseEm um sábado a noite do mês de agosto:“Ali, gêmeos, oh! Ali.” _ dedo apontado.“Ali? Mas está mexendo! Haha” _ respondi.“Oh! Ih, é um avião! Haha!”Suspendemos o Drury’s!E se fez silêncio... “merda”e se fizeram olhares: “merda”e se fez enlevo: “não me olha assim!”e se deu a aproximação: ”assim como?”Sinceramente não sei descrever com fidelidade!Senti tanta euforia e tanta magia no momentoQue me escapou reparar os detalhes, Tudo que sobrou foi me perder em você.Não pude me prender a outra coisa, só sentir,sentir sua respiração confundida na minha,ou "AS MÃO" esquecidas penduradas na minha nuca,ou ainda a minha testa escorada na sua, seus olhos tão de perto ofuscando tudo mais,o roçar de leve dos lábios macios num quase beijo interrompido... [merda!³²¹]E estranhamente celulares aprendem a voar! [o.O’]Não precisou mais que 4 dias de meros “oi” trocadosPara que inconscientemente me subisse o desejo,O feliz desejo, de sentir você junto de mim,De provar o sabor dos seus lábios e o calor de tocar sua pele.E você virou música: Soneto do teu corpo;Um certo alguém; Minha flor, meu bebê; Mimar você; Quando te vi; Contra o tempo; Sorte; Tanto amar; Quem,além de você (essa quase! que medo! UFFa!) Menos de uma semana, hein? Que rapidez em me conquistar!E muito bem conquistada, né? Já estamos esbarrando em um ano!E ainda lembro, no Manhattam, do primeiro pedido de namoro,O outro no seu quarto dias depois, e mais um outro no meu quarto...Confuso... todos foram aceitos. =S36 dias depois de nos conhecermos, cedemos... “vambora”, namoro.2 meses depois do primeiro beijo... “não sei amar na vida mais ninguém”.3 meses de férias sem você por perto... desespero! [“acaba férias”]690 meses aproximados que me restam... não os vivo sem você!Mudando de assunto... Quantas viagens escondidas mais teremos?Tudo bem, não era mesmo essa a pergunta, foi só pra enrolar...Vai ser mesmo o meu pingüim? Sabe o que mais? Hoc erat in votis!Afinal, você quem me ensinou quePectus est quod disertos facit, então:833 26666!Ad fidem S2 ad ti... "
Me emocionei, sinceramente.
E aí a ficha caiu.
Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito tudo com mais cautela.
Se eu pudesse pedir desculpas novamente...
Se eu pudesse, mudaria o passado e faria do meu presente algo bem mais tranquilo.
Porque não me incomoda a felicidade dela, pelo contrário, fico feliz também.Mas aquele sentimento de que eu fiz tuuudo errado ainda permanece.
Nem deveríamos ter nos conhecido, mas nos envolvemos e eu...Eu me perdi em palavras, em gestos e em pensamentos, que culminou em um desgaste infinitamente maior do que merecíamos ou precisávamos.
Se ela pudesse ler isto...
Adoraria que ela soubesse do meu arrependimento, da minha vida que seguiu, dos meus tropeços, das minhas vitórias, dos meus motivos, das minhas justificativas...
Queria que ela conhecesse quem eu sou agora, soubesse o que aconteceu nesse um ano, queria poder abraçá-la sem sentir mágoa, ou pena, de mim mesma...
E talvez eu não deixasse transparecer que eu ainda penso e me preocupo com ela.
Não no sentido de novamente desejá-la, mesmo porque, se eu soubesse que ela ia ser tão feliz, tão plena, tão leve, tão...LILIANA, talvez, pelo tamanho do amor que tive por ela, tivesse compreendido a necessidade de deixá-la ir e tivesse aproveitado melhor os dias que eu pude passar ao lado dela.
Com ela aprendi um monte de coisas...Mas acredito que a mais valiosa foi que o tempo é valioso, e que não se deve apressá-lo ou atrasá-lo.
Um dia eu digo isso a ela.
Um dia.
Ainda bem que as palavras não se cansam de esperar e nem se perdem por esperar.
Foi concerteza o mais intenso, insano e profundo.
O mais doce, e tb o mais amargo.
O mais rápido e o mais inesquecível.
Onde eu errei mais e pior e acertei menos e não tão bem assim.
Ficamos, e uma semana depois namoramos, depois quase casamos...e Isso tudo durou uns 5 meses...Aí as férias vieram e tudo se acabou.
Mas eu insisti, e...Não deu certo.
Forcei demais.
Enfim...
O tempo passou...Tem um ano quase.
Eu ainda lembro das coisas que a gente viveu, do que a gente falou, das músicas, do clip do gatinho de 7 vidas (e acho q ela dignamente chegou na 7ª agora, e só agora eu tb percebo como ela se sacrificou por mim), lembro tb do "homi" que pulou pela janela do apto dela e eu não quis acreditar pq a gente tava dormindinho no quarto. Lembrei no livro q ela me emprestou que falava de Literatura Russa abessa, e tb me apresentou Liliana...A peculiar Liliana que eu enchergava nela, e que eu nunca vou conseguir esquecer.Lembrei dos cafés de tarde, da primeira vez q alguém saiu comigo pra jantar na vida, lembrei doa filmes, das comidas loucas no meio da madrugada que tinham um gosto horroroso. Lembro de ver MTV o tempo todo (e até hoje sinto o cheiro dela, do sofá, e a casa de modo geral se assisto a uma vinheta da MTV).Lembrei das noites sem dormir, da matéria que se acumulava pra gente estudar e da nossa negligência nada salutar.Lembrei dela falanado "u-hum!" pra tuuudo, ou então "boniito, boniiito"...Me dava nos nervos, mas eu adorava, tanto que hoje em dia é meu vício de linguagem favorito.
Lembrei do único e último filme juntas: "quem quer ser um milionário". Lembro dos olhos dela cheios de lágrimas, gritando pra que eu nçao fosse mais atrás dela...e meus ouvidos surdos.
Lembrei de como eu ficava sem jeito com ela, lembrei tb de quando eu tirei a copia da chave e limpei todo o apto, e ela chegou sem entender nada.
Lembro do frio que era de manhã, e a preguiça dagente de ir pra mais uma aula chata, podendo fazer nada juntas, ali.
Lembrei de quando eu pegava a camera dela e ficava tirando fotos e fotos, e vídeos toscos, e daí surgiu o "ninguém pode saberrrrr".
Lembrei da caixinha cinza, de ouvir "porcooona" e responder "leitoooooa" e depois rir, lembrei dos perfumes dela, da bagunça que era dentro do armário (e fora também).
Lembrei das pulseiras, que se arrebentaram, como quem quisesse dar um sinal do que ia acontecer.
Lembrei de quando todo mundo soube...
Lembrei de quando todo mundo começou a falar...
E comecei a lembrar das coisas ruins...
Lembrei da primeira briga com ela...e da primeira por ela.
Lembrei de coisas que ela nem sabe.
Lembrei do ciúme incontido que eu sentia dela, e quanto mais ciume, mais ela se afastava, mais eu prendia, mais ela ia embora...
Lembro até hoje de dois dias: O dia que ela conheceu o Yann, e ficou muito bêbada e fez besteira, na minha frente, na rua; e o dia em que eu bebi pouco, mas fiz uma besteira maior ainda, em casa mesmo, mas que me fez chegar definitivamente no limbo, na falta de razão, na torpice mor que eu jamais imaginei chegar. Foi a primeira vez que tinha sido cruel assim, a primeira e última vez, e acho que nunca vou conseguir nem esquecer, nem me perdoar por isso.
Nos dois dias, eu era um bicho, irracional, frio, repleto de ódio por dentro, um ódio que queimava, que cegava, que me colocava um antolhos e não me permitia ser eu.
Mas, o tempo passou...
E eis que vejo uma declaração de amor mais do que linda no profile do abrigo atual dela, a pessoa onde a paz dela mora e onde ela reside no abraço:
" Ab imo pectore, ab imo cordeAh, se nos dias em que chorei desilusões,Conhecesse ou suspeitasse o que me aguardava!Choraria? Provavelmente! Todavia sem tristeza pelo fim,Mas com alegria de uma nova etapa. Afinal não foi fim, foi transição.Não foi sofrimento, foi aprendizado.Não foi amor, foi preparo.Não foi frustração, foi dever cumprido.Mas se soubesse que tudo se resumia nisso...Ah, tudo teria sido mais fácil! Hum... E tedioso?E se soubesse que hoje estaria como me encontro?É, não seria bom. Acabaria por desejar pular etapas.E quão sem graça seria não ter como presenteA surpresa daquele quase primeiro beijo inesperado. Foi a procura de Gêmeos, no céu da serra fluminenseEm um sábado a noite do mês de agosto:“Ali, gêmeos, oh! Ali.” _ dedo apontado.“Ali? Mas está mexendo! Haha” _ respondi.“Oh! Ih, é um avião! Haha!”Suspendemos o Drury’s!E se fez silêncio... “merda”e se fizeram olhares: “merda”e se fez enlevo: “não me olha assim!”e se deu a aproximação: ”assim como?”Sinceramente não sei descrever com fidelidade!Senti tanta euforia e tanta magia no momentoQue me escapou reparar os detalhes, Tudo que sobrou foi me perder em você.Não pude me prender a outra coisa, só sentir,sentir sua respiração confundida na minha,ou "AS MÃO" esquecidas penduradas na minha nuca,ou ainda a minha testa escorada na sua, seus olhos tão de perto ofuscando tudo mais,o roçar de leve dos lábios macios num quase beijo interrompido... [merda!³²¹]E estranhamente celulares aprendem a voar! [o.O’]Não precisou mais que 4 dias de meros “oi” trocadosPara que inconscientemente me subisse o desejo,O feliz desejo, de sentir você junto de mim,De provar o sabor dos seus lábios e o calor de tocar sua pele.E você virou música: Soneto do teu corpo;Um certo alguém; Minha flor, meu bebê; Mimar você; Quando te vi; Contra o tempo; Sorte; Tanto amar; Quem,além de você (essa quase! que medo! UFFa!) Menos de uma semana, hein? Que rapidez em me conquistar!E muito bem conquistada, né? Já estamos esbarrando em um ano!E ainda lembro, no Manhattam, do primeiro pedido de namoro,O outro no seu quarto dias depois, e mais um outro no meu quarto...Confuso... todos foram aceitos. =S36 dias depois de nos conhecermos, cedemos... “vambora”, namoro.2 meses depois do primeiro beijo... “não sei amar na vida mais ninguém”.3 meses de férias sem você por perto... desespero! [“acaba férias”]690 meses aproximados que me restam... não os vivo sem você!Mudando de assunto... Quantas viagens escondidas mais teremos?Tudo bem, não era mesmo essa a pergunta, foi só pra enrolar...Vai ser mesmo o meu pingüim? Sabe o que mais? Hoc erat in votis!Afinal, você quem me ensinou quePectus est quod disertos facit, então:833 26666!Ad fidem S2 ad ti... "
Me emocionei, sinceramente.
E aí a ficha caiu.
Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito tudo com mais cautela.
Se eu pudesse pedir desculpas novamente...
Se eu pudesse, mudaria o passado e faria do meu presente algo bem mais tranquilo.
Porque não me incomoda a felicidade dela, pelo contrário, fico feliz também.Mas aquele sentimento de que eu fiz tuuudo errado ainda permanece.
Nem deveríamos ter nos conhecido, mas nos envolvemos e eu...Eu me perdi em palavras, em gestos e em pensamentos, que culminou em um desgaste infinitamente maior do que merecíamos ou precisávamos.
Se ela pudesse ler isto...
Adoraria que ela soubesse do meu arrependimento, da minha vida que seguiu, dos meus tropeços, das minhas vitórias, dos meus motivos, das minhas justificativas...
Queria que ela conhecesse quem eu sou agora, soubesse o que aconteceu nesse um ano, queria poder abraçá-la sem sentir mágoa, ou pena, de mim mesma...
E talvez eu não deixasse transparecer que eu ainda penso e me preocupo com ela.
Não no sentido de novamente desejá-la, mesmo porque, se eu soubesse que ela ia ser tão feliz, tão plena, tão leve, tão...LILIANA, talvez, pelo tamanho do amor que tive por ela, tivesse compreendido a necessidade de deixá-la ir e tivesse aproveitado melhor os dias que eu pude passar ao lado dela.
Com ela aprendi um monte de coisas...Mas acredito que a mais valiosa foi que o tempo é valioso, e que não se deve apressá-lo ou atrasá-lo.
Um dia eu digo isso a ela.
Um dia.
Ainda bem que as palavras não se cansam de esperar e nem se perdem por esperar.
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